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Atriz Titina Medeiros morre aos 48 após câncer de pâncreas

Morte da atriz Titina Medeiros destaca atraso no diagnóstico do câncer de pâncreas, agravado pela ausência de rastreamento eficaz e pela localização do órgão

Titina Medeiros — Foto: Reprodução/Instagram
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  • Titina Medeiros, famosa pela personagem Socorro em Cheias de Charme, morreu neste domingo aos 48 anos devido a câncer de pâncreas.
  • A doença costuma ser descoberta tardiamente por não haver exame de rastreamento eficaz e pela posição do pâncreas, que pode tornar tumores pequenos inoperáveis.
  • Sintomas são genéricos: perda de apetite, perda de peso, dor abdominal, náuseas e vômitos; em fases avançadas pode haver icterícia.
  • O diagnóstico usa imagem (ultrassom, tomografia ou ressonância) e pode exigir biópsia para definir o estágio e o tratamento, que pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou combinações.
  • Tratamentos e pesquisas avançam: cirurgia quando possível, seguida de quimioterapia, ou terapias neoadjuvantes; fatores de risco incluem cigarro, obesidade, sedentarismo, dieta pobre em verduras, álcool, pancreatite crônica e idade acima de sessenta anos.

Titina Medeiros, atriz conhecida por papéis como Socorro em Cheias de Charme, faleceu neste domingo (11) aos 48 anos em decorrência de câncer de pâncreas. A confirmação veio de familiares e da assessoria da artista, que lutava contra a doença há algum tempo.

Segundo especialistas ouvidos, o atraso no diagnóstico é comum por dois motivos: a ausência de exames de rastreamento eficientes e a localização do pâncreas, próximo a órgãos vitais. O tumor costuma ser detectado apenas após o aparecimento de sintomas.

Os sinais aparecem de forma genérica: perda de apetite, queda de peso, dor abdominal, náuseas e vômitos. Em estágios avançados pode ocorrer obstrução da bile, levando à icterícia, olhos amarelados e urina muito amarelada.

O diagnóstico costuma começar por ultrassom, seguido de tomografia ou ressonância. A confirmação é pela biópsia, que também define o estágio e orienta o tratamento, que pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou combinações.

Entre as novidades terapêuticas estão avanços em cirurgia, radioterapia e esquemas de quimioterapia mais eficazes. Em casos localizados, há tendência a iniciar tratamento antes da cirurgia; pacientes com mutações no BRCA 1 ou 2 têm opções de medicamentos orais.

Fatores de risco apontados por médicos incluem genética em cerca de 10% dos casos e fatores externos em 90%. Entre eles, cigarro, obesidade, sedentarismo, dieta rica em conservas, álcool e pancreatite crônica. A idade costuma superar 60 anos.

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