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Tecnologia para quem tem mais de 50 anos: tendências que chegam agora

Privacidade de dados segue como principal entrave à adoção entre maiores de cinquenta, mesmo com crescimento de IA e casas conectadas

Para 73% das pessoas acima dos 50, a tecnologia permite que continuem vivendo em suas casas e torna tanto as tarefas diárias quanto o envelhecimento mais fáceis — Foto: Age without limits: In-Press Photography
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  • Setenta e três por cento das pessoas acima de cinquenta anos entendem que a tecnologia permite continuar morando em casa e facilita tarefas diárias e o envelhecimento.
  • Quarenta e seis por cento reconhecem que a tecnologia pode promover uma vida saudável; metade usa ao menos um dispositivo de casa inteligente.
  • A privacidade de dados continua a maior barreira para adoção, seguida pela dificuldade de enxergar o valor real da compra.
  • Vinte e cinco por cento (55%) dos cuidadores passam a usar ferramentas digitais para gerenciar rotinas, cuidar ou monitorar a saúde de quem depende deles.
  • O uso de Inteligência Artificial quase dobrou, de 18% em 2024 para 30% em 2025, com interesse renovado em dispositivos de monitoramento de saúde, embora a confiança nas informações continue frágil.

A nova edição da pesquisa da AARP mostra que adultos acima dos 50 anos veem a tecnologia como facilitadora do dia a dia e do envelhecimento. Em 3.838 entrevistas, os resultados revelam impactos positivos, mas apontam preocupações relevantes.

Para 73% dos entrevistados, a tecnologia ajuda a manter a independência e a conduzir tarefas diárias com mais facilidade. Quase metade acredita que dispositivos e serviços tecnológicos promovem uma vida mais saudável, e 50% já usam pelo menos um item de casa inteligente.

A privacidade de dados aparece como a principal barreira à adoção, seguida pela dúvida sobre o real retorno do investimento. Entre cuidadores, 55% utilizam ferramentas digitais para gerenciar rotinas, cuidados e monitoramento de saúde.

Adoção de IA e monitoramento

O uso de Inteligência Artificial quase dobrou, de 18% em 2024 para 30% em 2025. O interesse se concentra em dispositivos de monitoramento de saúde e em apps de orientação nutricional ou médica, ainda que a confiança nas informações permaneça frágil.

Hoje, 90% dos adultos acima dos 50 têm smartphone, incremento de 63% em uma década. O número médio de telas por pessoa quase dobrou, com laptops, tablets e wearables ganhando espaço entre o público mais velho.

Entre os 70+ anos, o salto no uso de tecnologia foi o mais expressivo, impulsionando a conexão com familiares. A pesquisa aponta que desejos futuros buscam facilitar a vida e gerenciar a saúde.

Expectativas para 2026

Nos EUA, 40% dos adultos acima dos 50 pretendem fazer uma compra tecnológica em 2026. Serviços de streaming aparecem entre os itens mais desejados, refletindo interesse em entretenimento e conectividade contínua.

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