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Protocolos de saúde bucal ficam disponíveis para consulta pública até 12/02

Contribuições em trinta dias devem aperfeiçoar práticas do SUS em saúde bucal

Foto: Rafael Nascimento/MS
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  • O Ministério da Saúde abriu consulta pública, até 12 de fevereiro, sobre cinco protocolos e diretrizes de saúde bucal, no Brasil Participativo.
  • Os temas incluem uso de produtos fluoretados, inclusive para populações indígenas e comunidades tradicionais, e condições como endocardite infecciosa, disfunção temporomandibular de origem muscular e gengivite necrosante.
  • As contribuições devem ser enviadas em até trinta dias, via plataforma Brasil Participativo.
  • O objetivo é padronizar prescrições, implementações e procedimentos com base em evidências científicas, fortalecendo o SUS e a segurança da população.
  • Materiais em consulta: (1) uso de fluoretados na clínica odontológica; (2) verniz fluoretado em populações indígenas e comunidades tradicionais; (3) prática clínica para endocardite infecciosa; (4) prática clínica para disfunção temporomandibular de origem muscular; (5) prática clínica para gengivite necrosante.

Nesta segunda-feira (12), o Ministério da Saúde tornou públicas cinco diretrizes e protocolos sobre práticas odontológicas e vigilância para consulta pública. O objetivo é aperfeiçoar o atendimento odontológico no SUS em todo o Brasil. As contribuições podem ser enviadas pelo site Brasil Participativo, com prazo de 30 dias.

Os documentos abordam o uso de produtos fluoretados, inclusive para indígenas e comunidades tradicionais, e temas como endocardite infecciosa, disfunção temporomandibular de origem muscular e gengivite necrosante. O material é voltado a gestores, profissionais e à população em geral, que podem enviar observações.

Itens em consulta

O material está disponível na plataforma Brasil Participativo, onde qualquer pessoa com cadastro ativo no gov.br pode participar. A participação visa padronizar prescrições, implementações e procedimentos com base em evidências atualizadas. O Ministério afirma que as contribuições fortalecem a prática clínica no âmbito da saúde bucal.

1. Protocolo para Uso de Produtos Fluoretados na Clínica Odontológica

O protocolo orienta a prescrição de fluoretos na rotina clínica, buscando segurança e efetividade. Detalha itens para dentifrícios, enxaguatórios, géis, espumas e vernizes, com indicações por ciclos de vida e condições específicas. A cooperação envolve a Coordenação-Geral de Saúde Bucal e o Centro Colaborador do MS em Vigilância da Saúde Bucal.

2. Protocolo para Uso de Verniz Fluoretado em Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais

A diretriz recomenda o uso de vernizes fluoretados como estratégia de prevenção da cárie, independentemente do acesso à água fluoretada. Baseada em evidências, subsidia gestores, profissionais e organizações comunitárias para planejamento e ações respeitando especificidades culturais e territoriais.

3. Diretriz para a Prática Clínica Odontológica na Atenção Primária: Endocardite Infecciosa

A diretriz orienta a identificação e o manejo de pacientes com risco de endocardite em procedimentos odontológicos. Fornece orientações práticas sobre protocolos preventivos, fatores de risco e condutas de decisão clínica.

4. Diretriz para a Prática Clínica Odontológica na Atenção Primária: Tratamento da Disfunção Temporomandibular de Origem Muscular

A diretriz auxilia cirurgiões-dentistas na tomada de decisões clínicas frente à dor profunda e impactos na qualidade de vida. Apresenta orientações com base em evidências, incluindo prevenção, fatores de risco e condutas adequadas.

5. Diretriz para a Prática Clínica Odontológica na Atenção Primária: Tratamento da Gengivite Necrosante

O objetivo é orientar o clínico na tomada de decisões para tratamento dessa condição aguda. Apresenta recomendações sobre medidas farmacológicas e não farmacológicas.

As consultas são forma de participação cidadã no Brasil Participativo. O portal permite acompanhar a criação, o monitoramento e o aperfeiçoamento de políticas públicas de saúde bucal. As informações são fornecidas pela assessoria do Ministério da Saúde e por Laísa Queiroz.

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