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Sete ajustes para reduzir riscos digitais em 2026

Riscos digitais seguem em alta em 2026; custo médio por violação no Brasil é de R$ 7,19 milhões, com sete ajustes para reduzir vulnerabilidades

Riscos digitais
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  • Riscos digitais seguem impactando o Brasil em 2026: custo médio por violação chegou a R$ 7,19 milhões em 2025 (alta de 6,5% frente ao ano anterior), e o custo global médio foi de US$ 4,88 milhões.
  • Revisão de credenciais e acessos: mapear todas as contas do domínio corporativo e desativar acessos desnecessários para reduzir a superfície de ataque.
  • Privilégios sob controle: revisar permissões, evitar privilégios administrativos excessivos e alinhar cada acesso à função exercida.
  • Autenticação multifator nos sistemas críticos: implementar MFA em primeiros alvos como e-mails, VPNs, ERPs, CRMs e consoles de nuvem, com foco em diretoria, finanças e TI.
  • Backups testados e protegidos: realizar testes de restauração, manter backups imutáveis ou offline e restringir acessos para reduzir perdas em caso de ransomware.

Os riscos digitais permanecem altos em 2026, com impacto financeiro relevante para empresas brasileiras. O custo médio global de uma violação chegou a US$ 4,88 milhões, segundo o relatório Cost of a Data Breach 2024. No Brasil, o valor médio por incidente atingiu R$ 7,19 milhões em 2025, alta de 6,5% frente a 2024.

A LC SEC, consultoria de segurança da informação, reuniu sete ajustes práticos para reduzir riscos já no começo deste ano. As medidas cobrem controle de acessos, autenticação, monitoramento e proteção de dados sensíveis. O objetivo é diminuir a superfície de ataque e acelerar a resposta a incidentes.

Revisão de credenciais e acessos

Primeiro, mapeie todas as contas ligadas ao domínio corporativo, incluindo funcionários, estagiários, terceiros e integrações. Em seguida, desative acessos desnecessários para eliminar contas órfãs e usuários genéricos. Esse passo reduz a superfície de ataque, segundo o CEO Luiz Claudio.

Privilégios sob controle

A próxima etapa é revisar permissões. Perfis administrativos excessivos, chaves de nuvem amplas e contas de serviço sem restrição ampliam a exposição. Alinhe cada acesso à função exercida para evitar que um incidente pontual gere problema corporativo.

Autenticação multifator nos sistemas críticos

A recomendação é priorizar MFA nos sistemas-chave. Embora grandes empresas avancem, cerca de dois terços das PMEs ainda não utilizam MFA. Inicie por e-mails corporativos, VPNs, ERPs, CRMs e consoles de nuvem, com atenção a diretoria e finanças.

Verificação de senhas vazadas

Outra prática envolve checar credenciais expostas. Milhões de senhas estão em bases criminosas e podem ser usadas para ataques. Ferramentas especializadas ajudam a detectar vazamentos, forçar trocas e reforçar MFA.

Logs que realmente registram eventos

Sistemas de monitoramento precisam registrar eventos críticos, como logins, falhas de autenticação, alterações de usuário e mudanças de privilégio. Logs bem estruturados reduzem o tempo de detecção e ajudam na resposta a incidentes.

Backups testados e protegidos

No campo de continuidade, backups exigem atenção. O relatório da Veeam indica alta tendência de ataques que atingem repositórios de backup. Testar restaurações, manter cópias imutáveis ou offline e restringir acessos são medidas recomendadas.

Comunicação interna reduz riscos digitais

A última linha de defesa envolve comunicação interna clara. Campanhas como semanas de revisão de acessos ajudam a explicar mudanças em senhas, MFA e monitoramento. Uma cultura de segurança fortalece as ações técnicas no dia a dia.

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