- Vacinação contra sarampo e febre amarela será intensificada em São Paulo a partir de 12 de janeiro, com Dia D em 24 de janeiro, em locais de grande circulação devido a dois casos importados de sarampo.
- A iniciativa, do Ministério da Saúde em parceria com a prefeitura, prevê ações entre 19 e 23 de janeiro direcionadas a profissionais de segurança pública, taxistas e trabalhadores do setor hoteleiro.
- A vacina contra o sarampo é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos; a de febre amarela, para 9 meses a 59 anos; as doses são gratuitas pelo SUS em UBS e pontos de vacinação.
- O Brasil continua livre da circulação endêmica do sarampo; em 2025 houve envio de cinco milhões de doses a São Paulo, com 1,7 milhão aplicadas, além da adoção de dose zero em regiões de fronteira.
- No cenário 2025/2026, o Brasil registrou 38 casos importados de sarampo no ano anterior; São Paulo teve 1,4 mil notificações, com 359 no município e dois casos importados confirmados; já a febre amarela teve 123 casos no país entre 2024/2025, com 63 no estado de São Paulo, sem confirmação de casos humanos na etapa atual.
A vacinação contra sarampo e febre amarela terá reforço no município de São Paulo a partir desta segunda-feira (12). A medida, conduzida pelo Ministério da Saúde em parceria com a prefeitura, mira locais de grande circulação de pessoas, como terminais rodoviários, estações de metrô, shoppings e aeroportos. O objetivo é ampliar a proteção diante do aumento de casos de sarampo na região das Américas e da confirmação de dois casos importados no município.
A ação envolve o Dia D de mobilização para o público em geral, marcado para 24 de janeiro, e atividades direcionadas entre 19 e 23 de janeiro a públicos específicos, como profissionais da segurança pública, taxistas e trabalhadores do setor hoteleiro. Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a vacinação é a principal ferramenta de proteção e, ao reforçar ações em grandes centros urbanos, as cadeias de transmissão podem ser interrompidas.
Contexto nacional
O Brasil continua livre da circulação endêmica do sarampo, com o certificado de eliminação mantido e reconhecimento recente das ações para manter essa condição pela OPAS/OMS. Em 2025, o Ministério da Saúde reforçou a vacinação contra o sarampo em regiões de fronteira, onde o risco de circulação é maior. Mais de 24 milhões de doses foram enviadas ao país em 2025, com 8 milhões aplicadas; São Paulo recebeu 5 milhões de doses, das quais 1,7 milhão já foram utilizadas.
Dados de vacinação e estratégias
A vacina contra o sarampo é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos, enquanto a febre amarela pode ser aplicada em indivíduos de 9 meses a 59 anos. Vacinas são gratuitas pelo SUS e podem ser obtidas em Unidades Básicas de Saúde ou pontos de vacinação em locais de grande circulação. Em áreas de risco epidemiológico, também foi adotada a “dose zero” para crianças de 6 a 11 meses, com 184,7 mil doses já aplicadas.
Cenário epidemiológico no país
Em 2025, o Brasil registrou 38 casos importados de sarampo, associados a viagens ou a áreas com baixa cobertura vacinal. No estado de São Paulo, até dezembro, houve 1,4 mil notificações da doença, com 359 no município, incluindo dois casos importados confirmados. Já para a febre amarela, entre julho de 2024 e junho de 2025 foram confirmados 123 casos humanos no país, sendo 63 no estado de São Paulo; no atual período de monitoramento (2025/2026), não há confirmações até o momento.
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