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Frio e IA impulsionaram emissões de gases de efeito estufa dos EUA em 2025

Emissões de gases de efeito estufa dos EUA sobem 2,4% em 2025, impulsionadas por aquecimento e demanda da IA, antes de medidas a favor de fósseis entrarem em vigor

A posse de Donald Trump, em janeiro de 2025, foi realizada em área interna por causa do frio – Foto: Andrew Caballero-Reynolds / AFP
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  • Emissões de gases de efeito estufa dos EUA cresceram 2,4% em 2025, impulsionadas pela demanda por aquecimento e pelo avanço da inteligência artificial na geração de energia.
  • O incremento ocorre antes de efeitos concretos de políticas de Donald Trump que favorecem combustíveis fósseis. Em 2024, as emissões caíram 0,5%; em 2023, caíram 3,5%.
  • Em 2025, as emissões ficaram puxadas principalmente pelo consumo de energia em edifícios (6,8%) e pelo setor elétrico (3,8%).
  • O uso de carvão subiu, acelerado pelos altos preços do gás natural e pelas exportações de gás natural liquefeito, gerando 13% a mais de eletricidade; já a energia solar avançou 34%, contribuindo para um recorde de 42% de eletricidade sem emissões.
  • O relatório do Rhodium Group aponta que as metas de redução de emissões até 2035 ficam distantes; as estimativas combinam dados oficiais e modelos econômicos e de geração de energia.

O clima dos EUA ficou mais quente em 2025, com emissões de gases de efeito estufa aumentando 2,4% em relação a 2024. O impulso veio da demanda por aquecimento e do uso maior de energia elétrica impulsionada pela IA, aponta um relatório independente divulgado nesta terça-feira.

Os autores destacam que o crescimento ocorreu antes de medidas do governo Trump favorecerem combustíveis fósseis mostrarem efeito concreto. Nos dois anos anteriores, as emissões haviam recuado, sustentam o Rhodium Group, com sede em Nova York.

Entre 2024 e 2025, a pegada de carbono subiu sobretudo por edifícios e pelo setor elétrico, responsáveis por 6,8% e 3,8% das emissões, respectivamente. A demanda de aquecimento e o crescimento da geração elétrica aparecem como principais motivos.

Emissões por energia e eficiência

Na geração de energia, o gás natural subiu de preço para aquecimento e houve maior exportação de gás natural liquefeito, o que favoreceu o retorno do carvão, gerando 13% a mais de eletricidade em relação a 2024. A solar avançou 34%, elevando a participação de eletricidade sem emissões para 42%.

No setor elétrico, centros de dados, mineração de criptomoedas e grandes consumidores aumentaram a demanda por energia, segundo o Rhodium Group. Em transporte, as emissões permaneceram estáveis enquanto a economia se reequilibra.

Contexto político e perspectivas

O relatório usa dados oficiais combinados a modelos econômicos para estimar as emissões anuais. O Rhodium Group aponta que, apesar da energia solar ter destacado-se, as políticas no governo atual tentam reduzir incentivos a fontes renováveis, o que dificulta quedas rápidas no longo prazo.

A trajetória de médio prazo é incerta, e o país permanece distante da meta de redução de 50% a 52% até 2035, em relação a 2005. O documento destaca a importância de continuar ampliando renováveis e eficiência.

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