- Em 2024 foi registrado o ano mais quente já observado, com o aquecimento global principalmente causado pela ação humana, chegando a superar 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais.
- A elevação de CO2 na atmosfera já aumentou mais de cinquenta por cento desde o início da Revolução Industrial, refletindo o uso de combustíveis fósseis.
- Os impactos já aparecem: eventos climáticos extremos, rápida melting de geleiras e ice sheets, elevação do nível do mar e redução do gelo no Ártico, além de oceanos mais quentes.
- Estima-se que, se as emissões continuarem no ritmo atual, o objetivo de 1,5 °C pode ser ultrapassado por volta de 2030, com impactos maiores caso a temperatura suba para 2 °C ou mais.
- Ações necessárias envolvem redução de emissões, transição para energia limpa, veículos elétricos e eficiência energética; indivíduos também podem contribuir com hábitos mais sustentáveis.
A mudança climática é uma alteração de longo prazo nas temperaturas médias e nos padrões climáticos da Terra. Atividades humanas elevam a temperatura global, gerando impactos em pessoas e ecossistemas.
Nos últimos 40 anos, os verões ficaram mais quentes e eventos climáticos extremos ficaram mais frequentes. Dados de organizações internacionais indicam que cada década tem ficado mais quente desde os anos 1980.
Em 2024、o planeta atingiu temperaturas sem precedentes, com a temperatura global superando recordes históricos. A tendência de aquecimento manteve-se em 2025, ainda que sob efeito de padrões naturais de curto prazo.
O que impulsiona esse aquecimento é o uso disseminado de combustíveis fósseis. Queima de carvão, óleo e gás libera gases de efeito estufa que retêm calor na atmosfera, elevando a temperatura mundial desde a Revolução Industrial.
O CO2 liberado possui assinatura química identificável, confirmando a participação humana no aquecimento observado nas últimas décadas. Esse quadro é considerado sem dúvida antropogênico pela comunidade científica.
Impactos já perceptíveis incluem ondas de calor mais intensas, chuvas extremas, derretimento acelerado de geleiras e elevação do nível do mar. O aquecimento também reduz o gelo marinho ártico e aquece os oceanos, agravando tempestades e afetando a vida marinha.
Estudos estimam custos altos de desastres climáticos. Em 2025, incêndios em Los Angeles podem superar 100 bilhões de dólares em prejuízos, com causas ligadas a condições climáticas favorecidas pela mudança do clima.
A vulnerabilidade varia conforme renda, localização e recursos disponíveis para adaptação. Países mais pobres tendem a sofrer mais, ainda que contribuam pouco para as emissões globais.
Paralelamente, ocorrências de secas severas, como em partes da África Oriental, mostram que eventos climáticos extremos tornam-se mais prováveis. A comunidade internacional debate medidas para mitigar impactos e apoiar países vulneráveis.
Por que 1,5°C importa? Esse teto visa limitar impactos graves. Atingir ou manter esse patamar implica reduzir significativamente as emissões globais e evitar pontos de inflexão que tornem mudanças irreversíveis.
Pesquisas indicam que temperaturas acima de 2°C elevam ainda mais riscos, incluindo insegurança alimentar e maior pressão sobre ecossistemas. Modelos mostram diferenças entre cenários de ações rápidas e de continuidade de políticas atuais.
Estima-se que entre 3,3 bilhões e 3,6 bilhões de pessoas sejam altamente vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. Em nações com menos recursos, a adaptação fica mais desafiadora.
Governos ao redor do mundo buscam reduzir emissões líquidas de carbono e investir em energia renovável. Alguns avanços foram observados, como expansão de soluções limpas e veículos elétricos, mas as emissões totais ainda estão em nível elevado.
A reunião de líderes, como as conferências anuais sobre clima, tem como objetivo firmar compromissos. O último encontro terminou sem acordos novos sobre combustíveis fósseis ou desmatamento, segundo avaliações independentes.
Medidas individuais podem contribuir, com ações como redução de voos, melhoria da eficiência energética de imóveis, uso de veículos elétricos e alimentação menos dependente de carne vermelha.
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