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Colômbia deve registrar nova queda no desmatamento em 2025, dados mostram

Desmatamento na Colômbia recua 25% até setembro de 2025, com Meta, Caquetá e Guaviare contribuindo; dados do IDEAM, último trimestre ainda pendente

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  • Adeforestation da Colômbia caiu em 2025 no terceiro trimestre, com 36.280 hectares perdidos, queda de 25% em relação aos 48.500 hectares do mesmo período em 2024, segundo o IDEAM.
  • Os departamentos Meta, Caquetá e Guaviare concentram mais da metade do desmatamento do país em 2025, mas registraram queda acumulada de 12.983 hectares frente a 2024.
  • Putumayo teve aumento de 1.569 hectares na perda de mata, conforme a contagem do IDEAM.
  • A maior parte dos casos está associada a grilagem, cultivo de coca e construção de estradas informais em áreas protegidas, como reservas indígenas e parques nacionais.
  • O governo atribui a tendência de queda ao Plano Abrangente de Contenção do Desmatamento (2023–2026), à atuação com comunidades e ao programa Conservar Paga, que paga até 240 dólares por mês a mais de cinco mil famílias para conservar florestas.

O desmatamento na Colômbia registrou queda em 2025, com reduções expressivas em departamentos como Meta, Caquetá e Guaviare. Entre janeiro e setembro, foram perdidos 36.280 hectares de mata nativa, ante 48.500 hectares no mesmo período de 2024, segundo IDEAM, órgão oficial de hidrologia e clima.

Os dados ainda não contemplam o quarto trimestre, cuja documentação segue em processamento. O Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável atribuiu a queda a ações conjuntas entre governo e comunidades, como restauração ecológica e acordos de conservação voluntária.

A área de floresta disponível no país é de cerca de 60 milhões de hectares, englobando a Amazônia e ecossistemas como a Orinoquía. Historicamente, o desmatamento avançou devido à expansão da agropecuária, pecuária e cultivo de coca, ainda presentes em alguns departamentos.

Progresso regional e desafios

Meta, Caquetá e Guaviare responderam por mais da metade do desmatamento do país em 2025, mas apresentaram uma queda acumulada de 12.983 hectares em relação a 2024. Por outro lado, Putumayo registrou alta de 1.569 hectares, conforme a avaliação do IDEAM.

O desmatamento é ligado a ocupação irregular de terras, extração de coca e construção de estradas informais, que impactam áreas protegidas como a Reserva Indígena Nukak-Makú, em Guaviare, e o Parque Nacional Sierra de La Macarena, em Meta.

Alguns especialistas apontam que o cultivo de coca, que tem aumentado desde 2022, influencia a perda de florestas, principalmente em áreas primárias e protegidas. Outros atribuem a mudança a estratégias de erradicação voluntária e a políticas de manejo territorial.

Estratégias de curto prazo

Para manter a trajetória de queda, o governo destaca o Plan Ced 2023-2026, que prioriza o envolvimento de comunidades indígenas e a zonificação ambiental rural. A medidavisa promover ecoturismo e incentivos financeiros a comunidades envolvidas na conservação.

O programa Conservar Paga é citado como exemplo: até 5.562 famílias podem receber até 240 dólares mensais para manter ou recuperar florestas. A estratégia também enfatiza uso compartilhado de responsabilidade entre cidadãos e entes territoriais.

O Ministério do Meio Ambiente reforça que ações futuras devem manter participação comunitária e evitar riscos como queimadas, desmatamento indiscriminado e alterações não autorizadas do uso do solo.

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