- Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) iniciaram vacinação-piloto com dose única contra dengue, desenvolvido pelo Instituto Butantan; Botucatu (SP) também faz parte da etapa.
- São 204,1 mil doses distribuídas: 60,1 mil em Maranguape, 64 mil em Nova Lima e 80 mil em Botucatu; público-alvo é de 15 a 59 anos. Botucatu começa a vacinação no domingo, 18 de junho.
- Os resultados serão acompanhados por um ano, com avaliação da incidência da dengue e de possíveis efeitos adversos raros; metodologia já usada em Botucatu para avaliação de vacina contra covid-19.
- Se os resultados forem positivos, haverá produção em massa para atender todo o país; até agora foram fabricadas 1,3 milhão de doses. A imunização de profissionais da saúde deve começar em fevereiro, com cerca de 1,1 milhão de doses remanescentes.
- A transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a WuXi Vaccines permitirá ampliar a produção, com expectativa de aumento de até trinta vezes; a eficácia global indicada é de 74%, com redução de 91% de casos graves. Os reforços continuam recomendados para prevenção, mesmo após a vacinação.
Maranguape, no Ceará, e Nova Lima, em Minas Gerais, iniciaram uma vacinação-piloto com dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Nesta fase, 204,1 mil doses serão distribuídas entre Maranguape (60,1 mil), Nova Lima (64 mil) e Botucatu, em São Paulo (80 mil). A campanha envolve pessoas de 15 a 59 anos.
A imunização em Botucatu terá início no domingo, 18 de janeiro. O objetivo é avaliar a efetividade da vacina ao longo de um ano, com monitoramento de casos de dengue e de efeitos adversos raros. A metodologia já foi utilizada em Botucatu para avaliação de vacina contra a covid-19.
Programa piloto e próximos passos
Caso os resultados sejam positivos, haverá produção em larga escala para atender todo o país. Até o momento, o Butantan já fabricou 1,3 milhão de doses. A vacinação de públicos prioritários dependerá de novas remessas da vacina. Profissionais da atenção primária estão previstos para receber cerca de 1,1 milhão de doses.
Segundo o Ministério da Saúde, a transferência de tecnologia com a WuXi Vaccines permitirá ampliar a vacinação gradualmente, começando pela população de 59 anos e avançando até 15 anos. A expectativa é elevar a produção em até 30 vezes.
Durante o lançamento em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou critérios de escolha dos municípios, como população entre 100 mil e 200 mil habitantes e rede de saúde estruturada para implantar a vacina e avaliar impactos. A dose única facilita imunização mais rápida.
Estudos clínicos apontaram eficácia global de 74% e redução de 91% nos casos graves. Entre os vacinados, nenhum precisou de hospitalização por dengue. O desenvolvimento ocorreu ao longo de 20 anos, com apoio de instituições nacionais e estrangeiras, e contaram com financiamentos do BNDES.
A rede de saúde das cidades-sede continuará atendendo moradores com documento oficial com foto, além do Cartão SUS. Mesmo com a vacinação, ações de prevenção contra arboviroses permanecem, incluindo combate ao Aedes aegypti e eliminação de água parada.
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