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Cidades do Ceará e Minas iniciam vacinação contra dengue com dose única

Vacinação-piloto contra dengue, com dose única, inicia em Maranguape, Nova Lima e Botucatu, com 204,1 mil doses e avaliação por um ano

Créditos: Prefeitura de Maranguape / Divulgação
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  • Maranguape, no Ceará, e Nova Lima, em Minas Gerais, iniciaram vacinação-piloto com dose única da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan; Botucatu, em São Paulo, também participa com 80 mil doses.
  • Serão aplicadas 204,1 mil doses no total, distribuídas entre as três cidades para o público-alvo de 15 a 59 anos.
  • Em Botucatu, a vacinação começa no domingo 18; os resultados serão acompanhados por um ano com avaliação de incidência da dengue e de efeitos adversos.
  • Caso os resultados sejam positivos, haverá produção em massa para todo o país; até agora, o Butantan fabrica 1,3 milhão de doses, com novos lotes para públicos prioritários.
  • Critérios de escolha dos municípios incluem população entre 100 mil e 200 mil e rede de saúde estruturada; a eficácia global é de 74% com redução de 91% de casos graves.

Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) iniciaram uma vacinação-piloto contra a dengue com o imunizante de dose única desenvolvido pelo Instituto Butantan. O lançamento ocorre este mês, com 204,1 mil doses iniciais distribuídas entre Maranguape, Nova Lima e Botucatu (SP). O objetivo é avaliar a eficácia e a segurança em população de 15 a 59 anos.

Nesta etapa, 60,1 mil doses vão para Maranguape, 64 mil para Nova Lima e 80 mil para Botucatu. A vacinação em Botucatu começa no domingo 18. O acompanhamento ocorrerá ao longo de 12 meses, com especialistas avaliando incidência da doença e possíveis efeitos adversos raros.

O que envolve a vacinação e quem participa

A imunização abrange moradores com documento com foto e Cartão SUS. A estratégia prioriza a cidade de Médio porte com rede de saúde estruturada, para medir impacto na circulação do vírus. A vacina de dose única busca imunizar rapidamente a população-alvo.

Perspectiva de ampliação e produção

Se os resultados forem positivos, haverá produção em massa para atender todo o país. Até agora, o Butantan produziu 1,3 milhão de doses. A ampliação dependerá de novas doses, com a imunização de profissionais da atenção primária prevista para fevereiro, com cerca de 1,1 milhão de doses remanescentes.

Parceiras e cenário técnico

O governo federal planeja ampliar a vacinação por meio da transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa WuXi Vaccines, começando pela faixa de 59 anos e avançando até 15 anos. A expectativa é aumentar a produção em até 30 vezes.

Dados de eficácia e histórico do projeto

Estudos clínicos apontam eficácia global de 74% e redução de 91% de casos graves com a vacina. Entre os vacinados, houve redução de internações por dengue. O desenvolvimento levou cerca de 20 anos, com apoio de centros nacionais e cooperação internacional.

Financiamento e apoio

O BNDES investiu inicialmente 32 milhões de reais em 2008 para a pesquisa, e mais 97 milhões em 2017 para a fábrica. Ao todo, o imunizante já recebeu cerca de 305,5 milhões de reais em recursos públicos para pesquisa, desenvolvimento e produção.

Ação de saúde pública nas cidades-piloto

As redes de saúde das cidades envolvidas manterão ações de prevenção, como eliminação de água parada, mesmo com a ampliação da cobertura vacinal. Em Nova Lima, reforçam que a dengue exige vigilância contínua.

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