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Orelhão criado por arquiteta chinesa que cresceu no Brasil vira símbolo nacional

Remoção dos orelhões começa em janeiro; cerca de trinta e oito mil cabines ainda estão ativas, símbolo nacional criado pela arquiteta Chu Ming Silveira

Orelhão no cartaz de 'O Agente Secreto' — Foto: Divulgação
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  • Orelhão foi criado em 1971 pela arquiteta Chu Ming Silveira, no Brasil, com formato oval e objetivo de melhorar a acústica das chamadas.
  • Atualmente existem cerca de 38 mil orelhões espalhados pelo país, segundo a Anatel.
  • A retirada começa em janeiro, com a conclusão prevista até 2028; manter-se-ão apenas onde não houver rede de celular disponível.
  • As cinco operadoras responsáveis pelas linhas fixas — Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefonica — deixam de ter obrigação de manter os aparelhos após o fim das concessões.
  • O surgimento dos orelhões nos cinemas e na cultura popular, como no cartaz de O Agente Secreto, ajudou a consolidar o símbolo nacional ao longo das décadas.

O orelhão, telefone público presente nas ruas brasileiras desde os anos 1970, está com os dias contados. Ao todo, cerca de 38 mil aparelhos ainda existem pelo país, mas serão retirados a partir de janeiro. A decisão envolve as cinco operadoras responsáveis pela rede de telefonia fixa.

O projeto foi criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, que nasceu em Xangai em 1941 e se naturalizou brasileira. Lançado no Rio de Janeiro e em São Paulo em 1972, o telefone em formato oval ganhou popularidade por oferecer abrigo ao usuário e melhorar a acústica da ligação.

O modelo funcionava com fichas e depois com cartões, além de oferecer chamadas a cobrar. O orelhão foi castigado pela popularização do celular, reduzindo seu uso desde os anos 2000. A retirada ocorre após o fim das concessões de telefonia fixa.

Desativação

Segundo a Anatel, a retirada começa neste mês com a remoção de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões devem permanecer apenas em cidades sem cobertura adequada de celular, até 2028.

Atualmente há 38 mil orelhões ativos no país, segundo dados da Anatel. Em 2020, o Brasil ainda mantinha cerca de 202 mil aparelhos nas ruas. Hoje, mais de 33 mil continuam ativos e cerca de 4 mil estão em manutenção.

A desativação envolve Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefonica, que deixaram de ter obrigação legal de manter a infraestrutura de telefônes públicos. A mudança não é imediata, e o calendário varia conforme a cidade.

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