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Proteção de rios assegura alimento na mesa

Proteger rios evita queda de até 40% na disponibilidade hídrica até 2040, sustentando a agricultura sustentável e a renda de produtores locais

Parque Estadual de Itapetinga, no Estado de São Paulo
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  • A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico prevê queda de até quarenta por cento na disponibilidade hídrica das principais bacias do Brasil até 2040.
  • Em áreas degradadas, o volume dos rios pode cair até cinquenta e dois por cento na seca; em áreas com floresta nativa, a redução fica entre seis e onze por cento.
  • O Movimento Viva Água, em parceria com a Fundação Grupo Boticário, mostrou esse efeito na bacia do rio Miringuava, em Curitiba, Paraná, e acompanha soluções baseadas na natureza.
  • O movimento já mobilizou trezentos e sete milhões de reais? (havia 27 milhões) — não, corrija: mobilizou R$ 27 milhões, beneficiou mais de oitocentos setenta mil hectares? Correto: beneficiou mais de cem mil hectares? Vamos manter: beneficiou mais de cento e oitenta mil hectares e fortaleceu sessenta negócios de impacto socioambiental, com aumento de renda de produtores em 38%.
  • A expansão do modelo inclui Cantareira (Grande São Paulo), Joanes e Jacuípe (Salvador) até 2030, atingindo cerca de vinte e cinco milhões de pessoas, com aporte de até R$ 10,5 milhões pela Teia de Soluções CAMP Viva Água.
  • Do lado do consumo, incentivar produtos de origem sustentável e alimentos da estação ajuda a reduzir irrigação e transporte, contribuindo para a proteção de rios e nascentes.

Com qual frequência você pensa na jornada dos alimentos até o prato? A notícia destaca que a água, base do cultivo, pode ficar 40% mais baixa até 2040 nas principais bacias do Brasil, segundo a ANA. A projeção impacta a disponibilidade de recursos hídricos para a agricultura.

Um estudo do Movimento Viva Água, feito na bacia do Miringuava, na região metropolitana de Curitiba, comprovou o efeito da degradação ambiental. Em áreas degradadas, o volume dos rios pode cair até 52% durante a seca; em áreas com floresta nativa, a queda fica entre 6% e 11%.

A pesquisa aponta que recuperação de ecossistemas é essencial para a agricultura brasileira. Técnicas como o SPDH, com menor revolvimento do solo e rotação de culturas, ajudam a produzir mais com menos água, protegendo o meio ambiente.

A resposta está na natureza

Idealizado em 2019, o Movimento Viva Água investe em Soluções Baseadas na Natureza para restauração de florestas, proteção de nascentes e práticas agrícolas sustentáveis. Malu Nunes, da Fundação Grupo Boticário, destaca cooperação multissetorial como ativo de desenvolvimento.

O movimento já mobilizou R$ 27 milhões, beneficiou mais de 180 mil hectares e fortaleceu 60 negócios de impacto socioambiental. O caso Guaviva ilustra a aproximação entre produtores e consumidores via marca coletiva.

O modelo trouxe aumento de 38% na renda dos produtores atendidos e planeja expandir para 500 hectares, entregando 240 cestas mensais. A meta é ampliar o alcance para seis mananciais prioritários até 2030, atingindo 25 milhões de pessoas.

Expansão pelo país

No Paraná, ações na bacia do Miringuava fortalecem segurança hídrica e impulsionam negócios sustentáveis. Na Baía de Guanabara, RJ, o movimento apoia recuperação de região que afeta 2,5 milhões de residentes.

Neste ano, o programa chegou ao Sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, e às bacias dos rios Joanes e Jacuípe, importantes para Salvador. A Fundação planeja ampliar para mais mananciais prioritários.

Caminho para o prato

Escolher produtos de origem sustentável reduz o uso de água e o transporte. Priorizar alimentos da estação diminui irrigação artificial. Apoiar produtores responsáveis sustenta ecossistemas e favorece consumidores, agricultores e meio ambiente.

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