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2026 será ano com El Niño, trazendo impactos climáticos esperados

El Niño de 2026 deve se formar entre o fim do outono e o início do inverno, elevando temperaturas, chuva irregular e possibilidade de temporais no país

Altas temperaturas (manchas vermelhas) no oceano Pacífico Equatorial, como observado entre 1 e 10 de junho de 2023, são características do El Niño.
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  • O novo El Niño deve se formar entre o final do outono e o início do inverno de 2026, com aquecimento já a partir de março; a intensidade pode ser moderada a forte, possivelmente semelhante ao evento de 2023.
  • Projeções oficiais indicam maior probabilidade de um El Niño moderado ou mais intenso entre agosto e outubro, com pico típico entre novembro e janeiro.
  • No Sudeste e Centro-Oeste, o aquecimento prévio do Pacífico pode estender o período chuvoso até meados ou fim de abril.
  • O início do período frio deve ter mais incursões de ar frio, mas isso tende a diminuir a partir de julho; esperam-se ondas de calor mais frequentes no interior do país no fim do inverno e na primavera de 2026.
  • O Sul tende a ficar mais tempestuoso e nublado no inverno, com chuva mais expressiva na primavera; na Amazônia, a cheia em 2026 pode superar 2025, seguida de vazante mais acentuada, ainda sem confirmação sobre a navegabilidade.

O El Niño deve retornar entre o fim do outono e o início do inverno de 2026, com início de aquecimento prévio já em março. O fenômeno pode alcançar intensidade moderada a forte, segundo projeções de centros de monitoramento internacionais. O clima brasileiro deve ficar mais quente e com chuva irregular.

Especialistas apontam que o Pacífico Equatorial aquecido influencia a chuva e a temperatura no Brasil. O efeito tende a favorecer chuva mais intensa no Sul e no extremo norte, enquanto o Sudeste e o Centro-Oeste podem ter precipitações variáveis ao longo do período.

O Fenômeno e as previsões oficiais indicam que, em 2026, o El Niño pode ter pico entre novembro e janeiro, com início acelerado similar ao observado em 2023. Observa-se aquecimento prévio já a partir de março, elevando a probabilidade de eventos extremos.

Efeitos no Sudeste e Centro-Oeste e no Sul

O aquecimento no Pacífico pode prolongar o período chuvoso no Sudeste e Centro-Oeste até abril. Entretanto, a maior parte do país pode registrar chuvas irregulares e distribuídas de forma desigual.

No Sul, a tendência aponta para inverno mais nublado e mais tempestades, com riscos de enchentes na primavera. A tendência de instabilidade pode alcançar Mato Grosso do Sul e São Paulo, trazendo pancadas concentradas.

Amazônia e início do período úmido

Na Amazônia, a cheia de 2026 pode superar a de 2025, seguida de vazante mais acentuada. Mesmo assim, não é possível afirmar a navegabilidade dos rios, diante de longos períodos de calor e seca esperados em parte da região.

O início do próximo período úmido pode apresentar chuva atípica entre agosto e setembro em partes do Centro, Sudeste do Pará, Minas Gerais, São Paulo e interior nordestino. A regularidade das chuvas permanece incerta, com impactos potenciais na seca e nos reservatórios.

Observadores ressaltam que danos à produção agrícola e à geração de energia hidrelétrica dependem da intensidade, duração e distribuição das chuvas. As autoridades aconselham monitoramento continuo dos sistemas climáticos e das condições locais.

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