- A Blue Origin anunciou planos de lançar 5.408 satélites, em 2027, para uma rede de comunicações destinada a data centers, governos e empresas.
- A implantação deve começar no último trimestre de 2027, com velocidades de dados de até 6 Tbps em qualquer lugar da Terra, via comunicações ópticas. A rede atenderá cerca de 100 mil clientes.
- O projeto, batizado de TeraWave, amplia o portfólio de Bezos, ao lado do Leo (3.200 satélites, ainda em estágio inicial) da Amazon, em comparação com a Starlink, da SpaceX, com cerca de 10 mil satélites.
- A Starlink já atende mais de 6 milhões de clientes em pelo menos 140 países e oferece opções para consumidores, empresas e agências públicas; o Starshield mira órgãos de segurança dos EUA.
- O foguete reutilizável New Glenn da Blue Origin deve ser essencial para a implantação de TeraWave; a rede não parece destinada ao uso direto de pessoas físicas.
Blue Origin, companhia espacial de Jeff Bezos, divulgou nesta quarta-feira planos para lançar 5.408 satélites até 2027. A rede terá foco em centros de dados, governos e empresas, ampliando o mercado para além da Starlink e da Leo.
A missão, batizada de TeraWave, deve iniciar a implantação no último trimestre de 2027. A empresa promete velocidades de dados de até 6 Tbps em qualquer ponto do planeta, viabilizadas por comunicações ópticas entre os satélites.
O projeto visa atender aproximadamente 100 mil clientes, segundo a Blue Origin. A iniciativa surge em meio à corrida da indústria para consolidar data centers em órbita, alimentada pela crescente demanda por processamento de IA.
Contexto de mercado
Elon Musk já expandiu com a Starlink, hoje com cerca de 10 mil satélites e atuação global. A Starlink serve consumidores, empresas e governos, incluindo uma variante voltada para segurança nacional. A Blue Origin pretende manter o acesso a usuários apenas empresariais.
Outra frente é a Leo, projeto da Amazon, com 3.200 satélites em estágio inicial para internet corporativa e de consumidores. A comparação entre redes destaca a competição por serviços de conectividade espacial.
Empresas chinesas também avançam com constelações próprias, buscando acompanhar o ritmo do mercado liderado pela Starlink. A previsão é de mais lançamentos de satélites nos próximos anos para ampliar cobertura geográfica.
Desdobramentos tecnológicos
A New Glenn, foguete reutilizável da Blue Origin, é apontada como elemento-chave para o programa TeraWave. A empresa não detalha como integrará infraestrutura existente com as terminais de usuário, nem quais tecnologias de rede serão usadas fora dos satélites.
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