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Pântano crítico em Angola recebe reconhecimento Ramsar formal

Zona úmida crítica de Angola recebe reconhecimento Ramsar, destacando seu papel como reservatório hídrico que sustenta rios e fauna únicas, indicando maior proteção

In a remote part of Angola’s highlands, a critical natural reservoir or “water tower” has been recognized as a wetland of international importance. Known to locals as lisima lya mwono, or “source of life,” the area supplies water to the region’s most important rivers and supports unique native wildlife.
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  • A área recebeu reconhecimento como zona úmida de importância internacional pela Ramsar, com anúncio em seis de janeiro; a designação ocorreu oficialmente em outubro pelo governo de Angola.
  • Fica em Moxico, em um planalto a cerca de 1.200 metros de altitude, abrangendo cerca de 53 mil quilômetros quadrados.
  • Localmente conhecida como lisima lya mwono, funciona como uma “torre de água” que abastece os rios da região, incluindo Okavango e Zambezi.
  • Pesquisas ligadas ao projeto Okavango Wilderness registraram quase cento e cinquenta espécies novas; a fauna inclui leões, leopardos, guepardos e relatos de elefantes secretos.
  • A conservação depende das madeiras de miombo e da tradição local de evitar construções perto de fontes, mas o acesso maior à região aumenta riscos, como caça inadequada.

A área, conhecida entre os moradores como lisima lya mwono, foi reconhecida como área de importância internacional pela Ramsar Convention on Wetlands. A designação ocorreu em 6 de janeiro, após ter sido oficialmente indicada pelo governo angolano no mês anterior. O local abrange cerca de 53 mil quilômetros quadrados na província de Moxico.

situada em uma vasta mesa elevada a aproximadamente 1.200 metros acima do nível do mar, a região é marcada por vales, lagos de água doce, rios, pântanos e áreas alagadas. Esses ecossistemas armazenam grandes volumes de chuva e liberam água de forma estável para os principais sistemas fluviais da África, como o Okavango e o Zambezi.

Pesquisas do projeto Okavango Wilderness, apoiadas pelo National Geographic, documentaram quase 150 espécies novas na área desde 2015, entre aracnídeos, serpentes, roedores e cogumelos. Armadilhas fotográficas registraram animais como leões, leopardos e guepardos, além de relatos de elefantes ocultos que podem representar uma população geneticamente distinta.

Nova designação Ramsar e impactos

Conservação de sabanas miombo é vista como essencial para manter a fonte de água. Pesquisas indicam solos arenosos profundos que sustentam bosques decíduos, com espécies únicas, como Cochlospermum adjanyae, árvore que se desenvolve Mostly subterrânea, com flores amarelas que emergem acima do solo. A preservação dessas formações é fundamental para a manutenção do reservatório hídrico.

Os povos Luchazi exercem papel cultural relevante, restringindo construções próximas a corpos d’água e contribuindo para a manutenção do ecossistema ao longo de gerações. A região permanece pouco desmatada, em parte devido à sua remota localização e ao impacto prolongado de conflitos no passado.

Atingir essa proteção reforça um novo modelo de conservação para Angola, segundo pesquisadores. A designação Ramsar busca ampliar a proteção de pessoas e do território, estimulando ações governamentais e parcerias para manter as fontes de água e a biodiversidade sob vigilância.

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