- Suzie Macaluso lidera uma pesquisa para quantificar congregações e membros das Churches of Christ nos EUA, definindo o que é uma congregação e quem frequenta.
- Historicamente, as estimativas foram infladas; em 1990 eram mais de 13 mil congregações e quase 1,7 milhão, enquanto a edição de 2018 apontava 11.965 congregações e 1,4 milhão de fiéis.
- A autonomia das congregações complica a contagem, com códigos e critérios diferentes para classificar doutrinas e práticas.
- A coleta de dados foi interrompida pela pandemia de covid-19 em 2021; o processo foi retomado em 2024 pelo Church Research Council para atualizar o panorama.
- Até setembro de 2025, já foram contatadas mais de 2.500 congregações em todas as 50 unidades da federação; a estimativa atual é de cerca de 10.100 congregações e 850 mil a 950 mil frequentadores.
A pesquisa sobre Churches of Christ nos EUA avança para mapear o alcance da associação e o perfil de seus membros, em meio a controvérsias sobre o que pode ser contado como congregação. A pesquisadora Suzie Macaluso lidera o estudo, buscando entender quem são os fiéis e onde estão concentrados, com foco na autonomia de cada igreja.
Os resultados ainda estão em construção: definição de o que é uma congregação, como contar pequenas comunidades e como registrar casos de igrejas com poucos membros. A equipe reconhece que o tema envolve critérios complexos para uma denominação com alto grau de independência entre as congregações.
Histórico
Nos anos 1950 e 1960, a denominação era tida como um dos grupos religiosos de maior crescimento. Estimativas da época apontavam cerca de 2,5 milhões de membros. Pesquisas posteriores mostraram que esses números estavam superestimados e que o crescimento sofreu ajustes ao longo das décadas.
A contagem nacional passou por revisões significativas a partir de 1973, com dados atualizados até 1980. As estimativas apontaram 13.174 congregações em 1990, com quase 1,7 milhão de fiéis, antes de quedas na década seguinte.
Autonomia e códigos
A doutrina de autonomia permite que cada congregação siga sua interpretação bíblica. Ao longo dos anos, diretórios passaram a usar códigos para indicar práticas variadas, incluindo nomes que refletem diferenças de culto, comunhão e organização. Essas classificações ajudam na identificação, mas geram complexidade na contagem.
Pandemia e atualização de dados
A pandemia de COVID-19 interrompeu a coleta de dados prevista para 2021. Em 2024, uma coalizão de organizações parachurch formou o Church Research Council para retomar o trabalho. O objetivo é atualizar endereços, contatos e informações sobre ministérios por região, usando o modelo regional do Censo dos EUA.
A partir de 2025, mais de 2,5 mil congregações já haviam respondido, com representação de todos os 50 estados. A estimativa preliminar indica cerca de 10.100 congregações, com 850 mil a 950 mil frequentadores, números abaixo das projeções de 2018.
Desafios e perspectivas
Especialistas destacam que muitos dados permanecem incompletos ou desatualizados devido à autonomia das congregações e à diversidade de códigos usados nos diretórios. O estudo busca não apenas números, mas entender mudanças de prática, participação e divisão entre as correntes da denominação.
O projeto geral envolve verificação de endereços, envio de questionários e coleta de informações sobre região, culto, ministérios e liderança. A meta é oferecer um retrato mais fiel do conjunto, preservando a neutralidade e evitando interpretações partidárias.
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