- Tempestade de inverno perigosa deve impactar mais de 160 milhões de americanos, com neve e gelo, e o frio pode durar até fevereiro.
- O frio intenso é impulsionado pelo vórtice polar que desce para latitudes mais baixas, alterando o padrão de ventos e levando ar frio para o continente.
- Não há consenso claro sobre como o aquecimento global afeta o vórtice: modelos divergem entre fortalecimento e enfraquecimento, dependendo de vários fatores como temperatura da água e do gelo no Ártico.
- A quantidade total de neve tem diminuído em grande parte dos EUA desde os anos 1930; mais de 80% das estações registraram menor proporção de precipitação como neve e a cobertura de neve caiu, em média, 5.395 quilômetros quadrados por ano desde 1972.
- Mesmo com menos nevascas, quando ocorrem podem ser mais perigosas, já que o aquecimento atmosférico é capaz de aumentar a umidade e a intensidade de eventos extremos.
A frente fria provocada pelo vórtice polar avança sobre grande parte dos Estados Unidos, gerando tempestades de neve e gelo prevista para afetar mais de 160 milhões de pessoas. O tempo extremamente frio pode ser potencialmente perigoso, com impactos esperados em boa parte do país até fevereiro. A explicação envolve a instabilidade do vórtice polar, que leva ar ártico a latitudes inferiores.
Analistas apontam que a anomalia climática é alimentada pela quebra de padrões do vórtice, permitindo que frentes frias cheguem a áreas habitualmente mais quentes. Em regiões do leste e do centro, as quedas de temperatura devem superar marcas históricas, com neve e ice rindo a possibilidade de interrupções no transporte.
Sobre a relação com as mudanças climáticas, especialistas destacam incerteza. Estudos indicam que a interação entre convecção atmosférica, calotas de gelo e temperaturas da superfície influenciam o comportamento do vórtice. A comunidade científica reforça a necessidade de modelos de longo prazo para entender tendências e variabilidade.
O papel das mudanças climáticas na intensidade de eventos de inverno permanece ambíguo, segundo pesquisadores. Alguns modelos sugerem efeitos opostos, como enfraquecimento ou fortalecimento do vórtice, com variações regionais significativas. Ainda assim, experts destacam que eventos extremos podem ocorrer com maior imprevisibilidade.
Em termos de impactos, o aquecimento global pode alterar padrões de precipitação e a distribuição de neve. Em algumas áreas, mais chuva durante os meses frios pode reduzir o acúmulo de neve, enquanto outras regiões podem enfrentar mais gelo ou nevascas intensas. A disponibilidade de água e transporte depende dessas evoluções regionais.
No panorama norte-americano, as temperaturas recentes mostram que episódios frios tornam-se menos frequentes e menos severos ao longo do tempo. No entanto, quando ocorrem, costumam ser mais contundentes pela menor preparação social e infraestrutura para situações extremas. As autoridades seguem monitorando o deslocamento do vórtice e as previsões de curto prazo.
O estudo de longo prazo aponta que, apesar de invernos frios ainda ocorrerem, a tendência é de que sejam menos frequentes em várias décadas. Pesquisadores ressaltam que o aquecimento global, impulsionado por atividades humanas, está associado a uma trajetória de redução de extremos frios ao longo de horizontes de 30 anos ou mais.
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