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Impacto da mudança climática na vida das ilhas

Mudanças climáticas ampliam extremos na Ilha de Man, com primavera seca e verão recorde, afetando lavouras, criação e transporte marítimo e aéreo

2025 was the second hottest year since records began on the Isle of Man
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  • Mudanças climáticas estão tornando padrões climáticos mais extremos na Ilha de Man, segundo o meteorologista Gary Salisbury.
  • A ilha registrou a primavera e o verão mais quentes desde o início dos registros em 1947; março foi muito seco, com apenas 13 mm de chuva.
  • O inverno seco afetou plantio e alimentação de animais, já que o pasto precisava crescer e o solo ficou seco.
  • O verão foi o mais quente já registrado, com temperatura média diária de 16 °C e a temperatura mais alta em 12 de julho, atingindo 26,7 °C.
  • O período de outono foi muito chuvoso, com chuva total de novembro a dezembro de 325 mm, bem acima da média de 30 anos (cerca de 190 mm).

O tempo extremo afeta a vida na Ilha de Man, segundo o meteorologista local Gary Salisbury. Ele aponta que mudanças climáticas podem se tornar padrão, com padrões climáticos que trazem calor e chuvas intensas ao território, impactando pesca, cultivo e criação de animais. A avaliação considera o relatório de 2025 do serviço meteorológico.

A Ilha de Man vivenciou a primavera e o verão mais quentes desde o início dos registros em 1947, além de março seco e um outono relativamente chuvoso. O instituto aponta que o país registrou o mês de março mais seco há mais de 70 anos e um dos outonos mais úmidos em três décadas.

Impactos na agricultura e na pesca

Salisbury afirma que a seca de primavera prejudicou o plantio de culturas e o alimento dos animais. Ele destaca que as pastagens, naturalmente a base da alimentação de bovinos, ficaram reduzidas por falta de chuva, afetando a produção leiteira e de carne. O solo estava seco, quase em pó, segundo ele.

Os padrões climáticos também reduziram os níveis de rios, o que impacta a pesca local. Dados do Met Office indicam que março registrou apenas 13 mm de chuva, 50 mm abaixo da média para o mês, contribuindo para a mudança nas cheias e na disponibilidade de água para as atividades pesqueiras.

Resumo dos meses quentes

Entre junho e agosto, as temperaturas médias ficaram próximas de 16 °C, com o dia mais quente em 12 de julho, atingindo 26,7 °C. O período registrou o verão mais quente já observado, segundo o Met Office, com temperaturas altas ocorrendo de forma consistente ao longo do ano.

Mudanças sazonais e riscos

No outono, o volume de chuva aumentou: novembro e dezembro, juntos, tiveram média de precipitação de 325 mm, acima do normal de 190 mm para o período. Salisbury aponta que as condições de água elevadas podem elevar o risco de inundações e danos costeiros.

Preocupação com o nível do mar e tempestades

O forecaster ressalta a possibilidade de elevação do nível do mar e de ressacas, fenômenos que já causaram prejuízos no passado, como em 2014. Ele cita riscos de novas surpresas durante marés de vento alto, destacando que o cenário é real e já mensurável.

Acompanhamento e ações futuras

Salisbury observa que decisões locais às vezes minimizam a gravidade do problema, mas frisa que as mudanças são visíveis agora. Ele ressalta a necessidade de planejar infraestruturas e estratégias de mitigação para reduzir impactos em ferries, turismo e economia agrícola.

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