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Lajuana, 89, com corpo e mente jovens: segredos dos superagers

Estudo sobre superagers sugere que atividade física, vínculos sociais e alimentação moldam o envelhecimento cognitivo, mantendo o cérebro similar ao de jovens

‘I concentrate on how good it is to be alive’: Lajuana Weathers in Illinois.
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  • Lajuana Weathers, aos 89 anos, é considerada superagente e participa do SuperAging Research Initiative da Universidade de Chicago, que busca entender por que algumas pessoas mantêm memória e cognição excepcionais após os oitenta.
  • O estudo envolve cerca de quatrocentos participantes na América do Norte, com avaliação de memória, cognição, histórico familiar, exames de ressonância e testes de sangue para entender fatores genéticos e biológicos.
  • Pesquisadores mostram que o cérebro de superager mantém a espessura cortical parecida com a de pessoas de 50 a 60 anos, com particular reforço na região anterior cingulada associada à atenção e memória.
  • Casos como o de Ina Koolhaas Revers, 78 anos, destacam extremos de atividade física: ela treina musculação quatro vezes por semana e já competiu em powerlifting, com músculos e desempenho acima da média para a idade.
  • A pesquisa destaca a importância da atividade física, socialização e aprendizado contínuo para a saúde cognitiva na velhice, sem depender apenas de fatores genéticos.

Aos 89 anos, Lajuana Weathers mantém o corpo e a mente ágeis, hábitos diários de bem‑estar e uma visão positiva da vida. Ela começa o dia com suco de aipo, caminha 6 a 7 mil passos e pratica meditação, morando num complexo de idosos independente em Illinois. Participa do SuperAging Research Initiative, da Universidade de Chicago, que estuda pessoas com memória superior para a idade.

A pesquisadora-chefe, Dra. Emily Rogalski, explica que o objetivo é combinar dados de cérebro, genética, estilo de vida e histórico médico para entender como fatores atuam na melhora cognitiva com a idade. A meta é transformar descobertas em benefícios para a população em geral, não apenas para o grupo estudado.

Lajuana faz parte de cerca de 400 superagers cadastrados na região Norte da América. Para entrar, é preciso ter mais de 80 anos e desempenho de memória equivalente ao de pessoas de 50 a 60 anos. A equipe avalia memória, atenção, linguagem e histórico familiar, além de exames de ressonância e sangue.

O que caracteriza os superagers

Entre os dados, a espessura do córtex no cérebro de superagers não costuma enfraquecer como ocorre em adultos de idade similar. A região anterior cingulada costuma apresentar maior espessura, associada a atenção e memória. A comparação com 50‑60 anos sugere preservação cerebral acima da média para a idade.

A pesquisa também acompanha fatores físicos, sono, atividade social e uso de sensores wearables. Embora ainda em fase de processamento, há relatos de prática de atividades diversas, desde natação em alta intensidade até caminhadas curtas, passando por exercícios de equilíbrio e musculação leve.

Casos em destaque

Weathers, com vida social ativa e envolvimento musical, descreve uma rotina que inclui alimentação com menos açúcar refinado e sem glúten, alimentação plant‑based com peixe e frango, além de atividades artísticas e comunitárias. Ela também se dedica à fisioterapia e a aulas de bem‑estar semanais.

Outro caso é Ralph Rehbock, 91, que vive no subúrbio de Chicago com a esposa e atua como vice‑presidente do Illinois Holocaust Museum. Participa de um grupo de lazer para homens aposentados e lidera um coral. Há 11 anos integra o Northwestern University SuperAging Program.

Apoiado por Maastricht University, o caso Ina Koolhaas Revers, 78, destaca-se pela prática de powerlifting desde os 64 anos. Em competições, seus músculos e potência superaram padrões de mulheres bem mais jovens, levando‑a a afirmar que idosos podem alcançar realizações superiores às de jovens atletas.

Perspectivas dos pesquisadores

Pesquisadores ressaltam que o estilo de vida desempenha papel central. Dieta, atividade física regular e engajamento social aparecem como fatores recorrentes entre superagers. A imunidade e a prevenção de doenças cardíacas, câncer e neurodegenerativas são áreas de interesse.

Estudos de neurociência também investigam o impacto de manter relações sociais fortes e aprender coisas novas na saúde cerebral. A ideia é identificar janelas de oportunidade para retardar o declínio cognitivo e ampliar a chamada vida saudável.

Desdobramentos e mensagens

Os especialistas destacam que não há fórmula única. Embora haja diversidade de hábitos, a prática consistente de atividade física, estímulos cognitivos e vínculos sociais surge como ingrediente comum. Mesmo com limitações de saúde, manter mobilidade e curiosidade é considerado benéfico.

Para quem busca inspirar hábitos saudáveis, as recomendações vão desde atividades de resistência e aeróbicas até sono de qualidade e alimentação equilibrada. O objetivo é manter a independência e a funcionalidade ao longo dos anos, com foco no bem‑estar global.

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