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Busca pela melhor versão de si mesmo pode deixar de ser saudável

Especialista alerta que a busca constante pela melhor versão pode aumentar ansiedade e burnout, privilegiando o bem-estar presente

Exigência de ser sempre “mais” transforma o autocuidado em autocobrança
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  • A ideia de buscar a “melhor versão” de si mesma é comum nas redes sociais, associada a sucesso, felicidade e realização.
  • Muitas pessoas adoecem nessa trajetória, e o ideal pode virar frustração e cansaço permanente.
  • O ambiente atual valoriza a performance: é preciso ser mais produtivo, mais focado, mais saudável, mais equilibrado, mais fitness.
  • Estudos indicam que a busca incessante pela perfeição aumenta o risco de ansiedade, depressão e burnout, configurando o “paradoxo do bem-estar” que impede reconhecer conquistas e descansar.
  • A conclusão é que melhorar é válido, mas é preciso redefinir a meta para algo mais saudável; às vezes a melhor versão é viver com gentileza e menos cobrança.
  • (Quem comenta) Dr. Arthur Guerra, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Medicina do ABC, cofundador da Caliandra Saúde Mental.

Se a busca pela “melhor versão” de si mesmo passou a sustentar uma pressão constante, sua saúde pode ficar em risco. O argumento central é que o ideal de superação contínua, presente nas redes sociais, pode deixar de inspirar e provocar frustração e cansaço.

A análise aponta que vivemos em um ambiente que valoriza desempenho, produtividade e equilíbrio perfeito. O atendimento clínico mostra pessoas culpando-se por não alcançar metas que parecem inalcançáveis, ou então elevando-as de forma contínua.

Autores ressaltam que o foco excessivo no aperfeiçoamento pode trazer consequências para a saúde mental. Estudos associam a busca constante pela perfeição a maior risco de ansiedade, depressão e burnout.

O texto explica o chamado paradoxo do bem-estar: olhar apenas para o que falta melhorar reduz a capacidade de reconhecer conquistas e necessidades básicas como o descanso, prejudicando a qualidade de vida.

Segundo o autor, humano é falível e possui limites. A experiência do viver envolve imperfeições que devem ser reconhecidas para manter equilíbrio e bem-estar, sem adoção de padrões inatingíveis.

O artigo sugere redefinir a ideia de melhoria: perguntar o que é necessário para estar bem agora, em vez de como atingir a melhor versão. A mensagem é buscar gentileza e menos cobrança.

Autor principal: Dr. Arthur Guerra, professor da Faculdade de Medicina da USP e da Faculdade de Medicina do ABC, além de cofundador da Caliandra Saúde Mental.

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