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Esporotricose humana passa a ser notificação compulsória em todo o Brasil

Notificação compulsória da esporotricose humana passa a valer em todo o país; monitoramento via e-SUS Sinan fortalece vigilância e cuidado no SUS

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  • Esporotricose humana passa a ser notificação compulsória em todo o Brasil, conforme nota técnica publicada na sexta-feira (23).
  • A notificação deve ser semanal e feita no Sinan, por meio do sistema on-line e-SUS Sinan, em rede pública e privada.
  • Casos confirmados são notificados com base em critérios clínico-epidemiológicos ou laboratoriais, com foco em lesões cutâneas ou mucosas.
  • A prevenção exige cuidado no domicílio e no trabalho, incluindo manejo de animais e uso deEquipamentos de proteção individual em atividades como jardinagem e manejo de animais.
  • A resposta segue a abordagem Uma Só Saúde, com integração entre saúde humana, animal e ambiente, coordenada pelo Ministério da Saúde e discutida com o Conass.

O Ministério da Saúde confirmou que a esporotricose humana passa a ser notificada compulsoriamente em todo o Brasil. A atualização foi publicada nesta sexta-feira (23) e a notificação será feita via o-SUS Sinan, com registro semanal de casos confirmados. A medida fortalece o monitoramento da doença no SUS e na rede privada.

A esporotricose é uma micose causada por fungo que entra pela pele por traumas ou contato com solo, plantas e material orgânico. Nos últimos anos, houve aumento de casos relacionados à transmissão zoonótica, o que reforça a necessidade de integração entre vigilância, atenção primária e serviços veterinários.

A inclusão na Lista Nacional de Notificação Compulsória estabelece a obrigação de notificar casos confirmados pelo Sinan, utilizando a versão on-line do sistema, o e-SUS Sinan. A notificação deve ser realizada pela unidade de saúde que identifica o caso, com dados clínicos e epidemiológicos.

A coordenadora-geral de Vigilância de Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas, Fernanda Dockhorn, destacou a importância da medida para construir um panorama epidemiológico mais sólido e orientar ações de vigilância, prevenção e assistência.

Para vigilância, casos suspeitos incluem lesões cutâneas ou mucosas que podem evoluir, com ou sem secreção, bem como manifestações crônicas que não respondem ao tratamento antibacteriano. A confirmação pode ocorrer por critérios clínico-epidemiológicos ou por testes laboratoriais como cultura ou PCR.

Prevenção e cuidados no domicílio e no trabalho

A prevenção passa pela identificação da forma de transmissão e por medidas de proteção em casa e no ambiente de trabalho. Em domicílio, recomenda-se cuidado com animais, incluindo restrição de gatos em áreas externas e atendimento veterinário em sinais suspeitos.

No âmbito ocupacional, atividades como jardinagem, agricultura, construção e manejo de animais exigem estratégias coletivas e uso de Equipamentos de Proteção Individual, como luvas e calçados adequados.

Abordagem integrada e atuação de saúde única

A resposta à esporotricose segue o conceito Uma Só Saúde, articulando saúde humana, saúde animal e ambiente. A integração entre vigilância epidemiológica, ambiental, zoonoses e saúde do trabalhador facilita a identificação de áreas de risco e o fortalecimento da resposta local.

O documento foi elaborado pela CGTM em parceria com diversas coordenações do Ministério da Saúde e discutido com o Conass. Destaca-se a educação permanente na atenção primária e a qualificação das equipes para notificar e encaminhar casos de forma adequada.

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