- Pelo menos quatro milhões de salmões morreram precocemente em fazendas na Tasmânia em 2025, segundo dados da Environmental Protection Authority (EPA).
- Em novembro e dezembro, cerca de meio milhão de peixes morreram, com o aquecimento das temperaturas do oceano.
- Nos últimos três meses de 2025, houve mais de 2,5 mil toneladas de salmão mortas, levando o total anual a 20,133 mil toneladas.
- Em dezembro, a taxa de mortalidade ultrapassou quarenta toneladas por dia, quase o triplo da média dos meses anteriores.
- Há cobranças por aplicação de multas sob a Lei de Bem-Estar Animal, com comparação a penalidades aplicadas na Noruega por mortes em massa de salmões.
Oito milhões de peixes não sobrevivem ao criadouro: pelo menos 4 milhões de salmões morreram precocemente em fazendas na Tasmânia em 2025. Dados da Environmental Protection Authority (EPA) indicam que cerca de 500 mil peixes morreram em novembro e dezembro, com o aumento das temperaturas oceânicas.
Segundo as informações oficiais, mais de 2,5 mil toneladas de salmão morreram nos últimos três meses de 2025, elevando o total anual a 20 mil 133 toneladas, antes de serem processadas para consumo público. A taxa média de mortes em dezembro ficou acima de 40 toneladas por dia, quase o triplo do previsto entre julho e outubro.
Especialista consultado aponta que o salmão atlântico é sensível a altas temperaturas. Quando a água fica acima de 18C, há menos oxigênio e maior risco de danos no fígado e nos rins, redução de apetite e aumento da vulnerabilidade a doenças.
Chamada para multas
As empresas da Tasmânia responsável pela produção de salmão vieram à tona devido aos números de 2025 e há cobranças por sanções sob a legislação de bem-estar animal. Em 2024-25, a produção local atingiu quase 68 mil toneladas de salmão limpo para consumo público.
A Lei de Bem-Estar Animal de Tasmânia estabelece que proprietários não devem adotar métodos de manejo que causem dor excessiva ou sofrimento injustificado aos animais. Pesquisador ressalta que, apesar de o bem-estar animal ter respaldo em instituições, ainda não houve ação regulatória visível para os mortes em massa.
Em contraste, em países europeus como a Noruega, multas por mortes massivas de peixes já são aplicadas. Veículo regulatório multou Salaks e Tombre em novembro de 2025 por violações que levaram à morte de dezenas de milhares de salmões.
Especialista citada aponta que sanções funcionam como desincentivo para manter índices de mortalidade elevados. A profissional também afirma que a indústria precisa retomar o foco no bem-estar animal para evitar que a mortalidade se torne comum.
Representantes da Salmon Tasmanía, que reúne as três produtoras de salmão marinho da região, foram procurados para comentar as propostas de multas, mas não responderam até o fechamento desta edição.
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