- A Organização Mundial da Saúde classificou o Reino Unido como não mais livre de sarampo, após aumento de óbitos pela doença e queda na cobertura da vacinação nos últimos anos.
- Em 2024 houve 3.681 casos de sarampo no país, com registro de surtos e aumento de mortes, levando à reavaliação da eliminação pela OMS.
- Entre 2019 e 2025, foram 20 mortes por sarampo no Reino Unido, o mesmo total registrado entre 1999 e 2018.
- A queda na vacinação está associada à hesitação vacinal e a dificuldades de agendamento para imunizar crianças. A OMS alerta para a necessidade de manter 95% de cobertura para eliminação por imunidade de rebanho.
- Cobertura das duas doses da vacina MMR tem recuado: primeira dose caiu de 91,9% (2015-16) para 88,9% (2024-25), e a segunda dose (em cinco anos) caiu de 88,2% para 83,7% no mesmo período.
O Reino Unido perdeu o status de país livre de sarampo após aumento de mortes pela doença e queda na proporção de crianças vacinadas com a tríplice vacina MMR. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o país deixou de ser classificado como eliminando o sarampo.
Segundo a OMS, o Reino Unido está entre seis países da Europa e da Ásia Central onde o sarampo se reestabeleceu. Os outros são Espanha, Áustria, Armênia, Azerbaijão e Uzbequistão. A reavaliação ocorreu após registro de crescimento de casos e de óbitos.
Entre 2019 e 2025, houve 20 mortes por sarampo no país, igualando o total para o período anterior. Nos últimos anos, ocorreram mais surtos e um aumento de casos, com 3.681 casos registrados em 2024.
A decisão reflete a queda na adesão à vacinação MMR, associada à hesitação vacinal e dificuldades de agendamento para imunização de crianças. Especialistas destacam que é necessária cobertura de 95% para alcançar imunidade de rebanho.
Dr. Vanessa Saliba, epidemiologista da UK Health Security Agency, reforça que a eliminação do sarampo depende de duas doses de MMR para todas as crianças elegíveis. Menores de idade que não receberam a segunda dose devem ser colocados em dia.
Dados oficiais indicam queda na cobertura da primeira dose de MMR na Inglaterra, de 91,9% (2015-16) para 88,9% (2024-25). A taxa de segunda dose caiu de 88,2% (2015-16) para 83,7% (2024-25).
A comunidade médica aponta que o problema não é apenas a hesitação, mas também fatores como dificuldades de acesso a consultas, transporte e continuidade de atendimento. O papel da infraestrutura de saúde é destacado como essencial para a recuperação das coberturas.
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