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Nipah: conheça o vírus que preocupa a Ásia

Surto de Nipah em Bengala Ocidental: cinco casos confirmados e quarentena para cerca de cem pessoas; OMS aponta transmissão zoonótica e baixo risco de pandemia

Brasília (DF), 27/01/2026 - Vírus Nipah tem alta taxa de letalidade.
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  • Autoridades de Bengala Ocidental registram surto do vírus Nipah, com pelo menos cinco casos confirmados entre profissionais de saúde e cerca de cem pessoas em quarentena na mesma unidade de saúde.
  • Países vizinhos, como Tailândia, Nepal e Taiwan, ampliaram medidas de precaução em aeroportos por risco de disseminação.
  • A Organização Mundial da Saúde diz que Nipah é vírus zoonótico, pode transmitir de animais para humanos e, em alguns casos, entre pessoas; sintomas variam de febre a encefalite grave e a letalidade é estimada entre quarenta e setenta e cinco por cento.
  • Não há vacina ou tratamento específico; o manejo é de suporte intensivo para complicações respiratórias e neurológicas.
  • Origem identificada em mil novecentos e noventa e nove, na Malásia; morcegos frugívoros são hospedeiros naturais, com transmissão que pode ocorrer por contato com animais infectados ou por consumo de produtos contaminados, além de possível transmissão pessoa a pessoa.

O Ministério da Saúde indiano confirma novo surto do vírus Nipah na região de Bengala Ocidental, com pelo menos cinco casos entre profissionais de saúde de um hospital. Cerca de 100 pessoas no mesmo hospital estão em quarentena para monitoramento. Países vizinhos intensificam vigilância em aeroportos.

A OMS classifica o Nipah como vírus zoonótico que pode ser transmitido entre humanos e por meio de alimentos contaminados. A organização ressalta que a doença varia de assintomática a encefalite fatal, exigindo resposta rápida de saúde pública.

Especialistas ouvidos avaliam o risco de disseminação global como baixo, citando fatores ambientais, culturais e limitações de transmissão. A confirmação de casos e as medidas de contenção são acompanhadas pelas autoridades locais.

Origem

O Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, em suínos na Malásia, e desde então tem apresentado surtos periódicos na região. A OMS aponta morcegos como reservatórios naturais do vírus, com detecção em várias espécies no leste asiático.

Transmissão

Historicamente, a interação com animais doentes foi a principal via de transmissão. Em Bangladesh e na Índia, o consumo de frutas ou derivados contaminados pela urina ou saliva de morcegos tem sido a fonte predominante.

Sinais e sintomas

A OMS destaca febre, dor de cabeça, mal-estar e dores no corpo nos estágios iniciais. Em casos graves, surgem tontura, confusão, encefalite e convulsões, com possível necessidade de assistência ventilatória.

Diagnóstico

O diagnóstico envolve RT-PCR em fluidos corporais e detecção de anticorpos. A detecção precoce é dificultada pela semelhança com outras doenças, exigindo vigilância clínica atenta.

Tratamento

Não existem antivirais ou vacinas específicas aprovadas. O manejo clínico é de suporte, com foco no tratamento de complicações respiratórias e neurológicas graves.

Hospedeiros

Morcegos frugívoros são considerados hospedeiros naturais. A transmissão entre animais domésticos também já foi observada em surtos anteriores, destacando a necessidade de proteção de suínos e manejo de rações.

Prevenção

Não há vacina disponível. A OMS recomenda reduzir o contato com morcegos, ferver sucos, lavar bem frutas e evitar alimentos potencialmente contaminados. Também orienta proteção de pessoas que manipulam animais doentes.

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