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O Acordo de Paris e por que 1,5°C importa

Avanços em energia renovável não frearam o aquecimento; a temperatura global pode alcançar 1,5°C até 2030, mantendo desafiadas as metas do Acordo de Paris

Getty Images Cows graze on parched ground near the remains of the flooded village of Kallio in Greece, which was exposed by the low water levels of the Mornos reservoir in July 2025.
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  • O Acordo de Paris, assinado em 2015 por quase 200 países, visa evitar os piores impactos das mudanças climáticas.
  • O acordo entrou em vigor em 4 de novembro de 2016 e prevê redução de emissões, com equilíbrio de gases de efeito estufa no segundo semestre deste século.
  • Principais metas: manter o aumento de temperatura bem abaixo de 2,0 °C e buscar 1,5 °C, com revisões quinquenais das metas de cada país.
  • Países ricos devem financiar a adaptação e a transição dos mais pobres; o objetivo de US$ 100 bilhões por ano foi atingido apenas em 2022, e em 2023 foi criado um fundo para perdas e danos; COP29 sinalizou US$ 300 bilhões por ano até 2035.
  • Emissões globais de CO₂ atingiram novo recorde em 2025 e as ações atuais ficam aquém do necessário para manter 1,5 °C; estimativas apontam que, com ritmo atual, poderíamos chegar a 1,5 °C por volta de 2030.

O Acordo de Paris, assinado em 2015 por quase 200 países, busca evitar os piores impactos das mudanças climáticas. Ele entrou em vigor em 4 de novembro de 2016, com compromissos de reduzir as emissões de gases do efeito estufa e manter o aquecimento global bem abaixo de 2°C, preferencialmente 1,5°C.

O pacto prevê que cada país estabeleça metas próprias de redução de emissões, revisadas a cada cinco anos para aumentar a ambição. Também define a neutralidade de carbono no fim deste século e prevê apoio financeiro aos países em desenvolvimento para adaptação e transição energética.

Apesar de avanços em áreas como energia renovável, o mundo continua a se aquecer rapidamente. Em 2024 e 2025, temperaturas ficaram acima do patamar de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, segundo dados científicos da ONU e de serviços climáticos.

O que diz o Acordo de Paris

O acordo incentiva esforços para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C e manter o objetivo de ficar bem abaixo de 2°C. Promove o equilíbrio entre emissões e remoção de gases na segunda metade deste século, conhecido como net zero.

Riquezas políticas e financeiras foram estabelecidas para apoiar nações menos favorecidas. O objetivo era mobilizar fundos para adaptação climática e transição para energia limpa, com metas de longo prazo e revisões periódicas.

Desdobramentos e o cenário atual

Desde 2015, as conferências climáticas (COPs) avaliam progressos e ajustes. Em COP28, foi autorizado o apoio à transição energética, sem obrigações fixas para ações específicas. Em COP30, o tema sobre combustíveis fósseis não contou com menção direta no acordo final.

O caminho para 1,5°C permanece desafiador. A emissão de CO2 atingiu recordes em 2025, e avaliações indicam que planos nacionais estão aquém do necessário para cumprir a meta. Cientistas ressaltam que cortes mais rápidos podem reduzir riscos futuros.

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