- No último dia 25, durante o aniversário de 472 anos de São Paulo, chuva intensa causou alagamentos na zona norte e houve morte confirmada, somando a duas ocorrências semelhantes na zona sul.
- Um mapa interativo, com dados da Prefeitura, facilita buscar endereços e mostra rios e córregos oficialmente georreferenciados, além de indicar aqueles que foram alterados ou enterrados.
- Há exemplos de vias afetadas: Avenida Luiz Dumont Villares na zona norte, próximo ao Córrego Carandiru, e o Beco do Batman na Vila Madalena, onde o Córrego Verde corre subterrâneo.
- Pesquisadores destacam a necessidade de drenagem mais eficiente, maior absorção de água e renaturalização de entorno de cursos d’água, em meio a mudanças climáticas que tornam chuvas mais concentradas.
- A Prefeitura afirma ter investido R$ 9,3 bilhões desde 2021 em obras de drenagem, com entrega de nove reservatórios (seis piscinões e três pôlderes) e andamento de mais intervenções, além de soluções baseadas na natureza.
O avanço do temporal ocorrido em São Paulo revelou rios invisíveis sob a malha urbana, acentuando enchentes em bairros da capital. No dia 25, aniversário de 472 anos da cidade, choveram fortes temporais na zona norte, com alagamentos que deixaram moradores ilhados e mobilizaram motoristas. Três mortes foram registradas nas cheias deste mês.
Os episódios trouxeram à tona o quanto o desenvolvimento urbano canalizou ou enterrou cursos d’água importantes. Em várias vias da cidade, córregos como o Carandiru aparecem apenas em registros históricos ou no mapa georreferenciado, sob o asfalto, tornando-se invisíveis na prática cotidiana.
Na zona norte, a Avenida Luiz Dumont Villares acumulou água, repetindo ocorrências históricas na região de Santana e Tucuruvi, onde passa o Córrego Carandiru. Na Vila Madalena, o Beco do Batman registra enchentes que já arrastaram veículos, com o Córrego Verde correndo quase inteiramente subterrâneo.
Riscos urbanos e resposta municipal
Grande parte dos rios e ribeirões paulistanos está desviada ou retificada, o que dificulta a identificação de fluxos durante tempestades. O mapa interativo da Prefeitura permite localizar os cursos d’água georreferenciados e verificar alterações no traçado.
Especialistas ressaltam que a cidade precisa repensar seu entorno hídrico diante de chuvas cada vez mais intensas. A impermeabilização do solo aumenta o escoamento rápido e eleva o risco de alagamentos em várzeas urbanas.
A Prefeitura afirma atuar com obras estruturantes, como piscinões e canalizações, além de soluções baseadas na natureza, como jardins de chuva e parques lineares. Segundo o governo, as intervenções passam por estudos técnicos para não alterar trajeto dos cursos d’água.
Entre as ações, já foram investidos cerca de 9,3 bilhões de reais desde 2021 em drenagem, com entrega de nove reservatórios — seis piscinões e três pôlderes — e oito obras em andamento. As medidas visam reduzir impactos de eventos climáticos extremos.
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