- Incêndios em Victoria devastaram habitats de espécies, incluindo o pássaro eastern bristlebird e dingos, dificultando avaliações e resgates devido a condições de fogo.
- No Howe Flat, near Mallacoota, cerca de 60% do habitat dos eastern bristlebirds foi queimado; a população no estado é menor que duzentas aves.
- ADepartmento de Meio Ambiente informou que, com o fogo ativo, não houve operação de resgate emergencial neste momento; após a área ser liberada, serão contadas as aves afetadas e ameaças serão reduzidas.
- Nos incêndios no noroeste, Wyperfeld National Park foi atingido em torno de 60 mil hectares, afetando habitat de dingos e árvores de nidificação de papagaios-endêmicos; ações de abastecimento de água foram instaladas para reduzir deslocamentos a propriedades privadas.
- Espécies vegetais estão sob risco, com preocupações sobre a extinção de certas plantas nativas, como a southern shepherd’s purse, além de orquídeas e outras plantas ameaçadas em áreas como Mount Alexander e Mount Lawson, levando a planos de recuperação que incluem germinação e proteção de sementes.
O estado de Victoria, na Austrália, enfrenta incêndios florestais que comprometem habitats de diversas espécies. Os focos têm prejudicado áreas cruciais para pássaros e mamíferos, como o eastern bristlebird e o dingo, além de colocar plantas em risco de extinção. As áreas atingidas ficam sob avaliação desde o início dos combates aos focos.
Especialistas destacam que a extensão das queimadas reduz a disponibilidade de abrigo para animais e aumenta a vulnerabilidade frente a predadores. Em Howe Flat, perto de Mallacoota, cerca de 60% do habitat tradicional do bristlebird foi perdido, elevando a preocupação com uma espécie com menos de 200 indivíduos em Victoria.
A emissão de relatórios abrange a dificuldade de avaliações neste momento, já que as áreas ainda não foram declaradas seguras. A partir da reabertura, autoridades ambientais pretendem quantificar os efeitos e implementar medidas para reduzir ameaças, como controlador de felinos e raposas.
Além do ornitho, o fogo também atingiu áreas que abrigam marsupiais que vivem em cavidades de árvores. Gliders e greater gliders, entre outras espécies, foram citados como particularmente expostos. A comunidade científica indica que danos diretos e indiretos podem perdurar após o fogo.
Em Wyperfeld, no noroeste do estado, incêndios consumiram cerca de 60 mil hectares, afetando habitat de dingo e árvores de nidificação para espécies ameaçadas, como o cockatoo de crista laranja. Equipes de pesquisa mantêm o monitoramento, ainda sem quadro completo sobre as perdas.
Parks Victoria e organizações locais instalaram pontos de água temporários no parque Wyperfeld para evitar deslocamentos de fauna para propriedades privadas, diante da escassez de água. A mobilização visa minimizar riscos adicionais para animais famintos e desidratados.
Entre as plantas, especialistas apontam o risco de extinções de espécies como a southern shepherd’s purse, com dúvidas sobre a continuidade de populações selvagens após queimadas perto de Harcourt. Em Mount Lawson, várias plantas críticas também ficaram ameaçadas pela queimada.
Outro foco envolve a possibilidade de recuperação de tubérculos de orquídeas do tipo summer leek, que pode depender de condições de arrefecimento e novos brotos após a estação chuvosa. Botanistas planejam ações de preservação de sementes e material genético como redundância.
Pesquisadores ressaltam que a frequência e a intensidade dos incêndios aumentam com as mudanças climáticas causadas pelo homem. A necessidade de estratégias abrangentes de proteção de ecossistemas prioritários é enfatizada por especialistas, que defendem respostas rápidas a emergências.
Entre na conversa da comunidade