- A Pan Europe analisou cerca de 60 maçãs vendidas em 13 países europeus, e oitenta e cinco por cento tinham resíduos de pesticidas.
- Em algumas unidades, houve traços de até sete químicos diferentes.
- Sessenta e quatro por cento das amostras continham ao menos uma substância perfluoroalquil (PFAS), conhecidas como “forever chemicals”.
- Setenta e um por cento dos pesticidas detectados estavam entre os mais perigosos na União Europeia, chamados de candidatos à substituição.
- A organização recomenda comprar maçãs orgânicas ou descascá-las antes de consumir; se fossem processadas para alimentação infantil, noventa e três por cento teriam sido proibidas.
Pan Europe, coalizão de ONGs que atua contra pesticidas, divulgou um estudo sobre maçãs vendidas na Europa. A análise mostrou resíduos de pesticidas em 85% das amostras, com algumas apresentando até sete químicos diferentes.
A coleta envolveu cerca de 60 maçãs adquiridas em 13 países europeus, incluindo França, Espanha, Itália e Polônia. As amostras foram submetidas a testes de resíduos químicos pela entidade.
Entre os achados, 71% dos lances continham pesticidas classificados como de alto risco pela UE, ou seja, candidatos à substituição. O estudo aponta preocupação com a exposição simultânea a várias substâncias.
Ainda segundo Pan Europe, 64% das amostras continham ao menos uma substância per- e polyfluoroalquil (PFAS), conhecidas como “químicos eternos”, presentes no ambiente e em produtos diversos.
Principais resultados
O grupo enfatiza o chamado efeito coquetel, ao considerar a combinação de vários pesticidas em um único alimento. Não é possível concluir sobre a segurança de consumo apenas pelos resíduos individuais.
Martin Dermine, membro sênior da coalizão, criticou a EFSa por avaliar pesticidas isoladamente. Segundo ele, o estudo mostra múltiplas residências em 85% das maçãs, sem avaliar riscos de exposições combinadas.
Caso as mesmas maçãs fossem processadas e vendidas como alimentos para bebês, 93% teriam resíduos acima dos limites mais rígidos para crianças de até três anos, apontam os pesquisadores. As regras da UE são mais restritivas nesse segmento.
Maçãs são uma das frutas mais consumidas na UE e também uma das mais tratadas. Os pesticidas visam principalmente a mancha-do-escamão, doença fúngica comum em pomares, com média de 35 aplicações por safra.
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