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Reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste seguem em atenção após ZCAS

Reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste permanecem em atenção após duas ZCAS, com recuperação lenta e níveis abaixo do ideal para a geração hidrelétrica

Mesmo após duas ZCAS em janeiro de 2026, nível dos reservatórios do subsistema SE/CO segue lenta e exige atenção (Foto: Getty Images)
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  • Mesmo com dois episódios de ZCAS em janeiro de 2026, os reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste seguem em atenção.
  • Dados do ONS mostram piora no armazenamento em quase todos os subsistemas: SE/CO de 46,1% em 2026, Norte 58,05%, Nordeste 52,0%, e Sul 62,05% (este último, exceção com leve alta).
  • Até 28 de janeiro, SE/CO apresentou recuperação de cerca de 4%, com ganho pontual de 0,6% no dia 25, mas o ritmo continua lento.
  • Previsões indicam chuva para bacias do Paranaíba, Grande, Tietê e Alto São Francisco, com área de baixa pressão na costa do Sudeste e maior instabilidade, elevando a possibilidade de pancadas de chuva.
  • Em fevereiro, chuvas devem ser irregulares, com primeira quinzena no Sudeste/Centro-Oeste e segunda metade para norte de Minas, Bahia e Espírito Santo, mantendo o cenário hidrológico aquém do ideal.

O sistema Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO) permanece em situação de atenção, mesmo após dois episódios de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) em janeiro de 2026. Chuvas intensas ajudaram alguns rios, mas não elevaram significativamente a recuperação dos reservatórios. A análise dos meteorologistas da Climatempo aponta baixa eficiência hidrológica na chuva de janeiro.

Dados do ONS indicam piora do armazenamento em quase todos os subsistemas em relação a janeiro de 2025. Sudeste/Centro-Oeste caiu de 62,03% para 46,1%, enquanto Norte recuou para 58,05% e Nordeste para 52,0%. O Sul foi a única região com leve aumento, para 62,05%.

Recuperação lenta

Até 28 de janeiro, o SE/CO acumulou ganho de cerca de 4% na reserva, com alta pontual de 0,6% em 25 de janeiro. O ritmo é considerado lento frente a anos com chuvas mais constantes.

Previsões para fevereiro

A circulação de ventos deve trazer umidade para as bacias do Paranaíba, Grande, Tietê e Alto São Francisco. Área de baixa pressão na costa sudeste aumenta a instabilidade e precipitações. No entanto, o solo já está úmido e o ganho será gradual.

Impacto e monitoramento

As chuvas de fevereiro devem seguir irregulares no tempo e no espaço, reduzindo a eficiência hidrológica. O cenário indica manutenção das atenções para o setor elétrico, com monitoramento diário das condições climáticas e hidrológicas.

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