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Sete cogumelos venenosos podem levar à morte, dizem especialistas

Sete cogumelos venenosos podem causar falência de órgãos e morte; ingestão acidental ou na busca por efeitos psicoativos resulta em casos graves e hospitalizações

Fotografia do cogumelo Fly agaric.
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  • Amanita phalloides (chapéu-da-morte) é o cogumelo venenoso mais conhecido; ingestão pode causar danos graves ao fígado e aos rins, com risco de morte sem tratamento; houve caso de envenenamento grave em Leongatha, Austrália, em 2023, ligado a um prato com esse fungo.
  • Galerina marginata, comum em madeira em decomposição, contém amatoxinas que afetam fígado e rins, levando a falência de órgãos se não tratada rapidamente.
  • Trichoderma cornu-damae é extremamente tóxico; já foi registrado no Japão e em outros países, com casos graves de intoxicação que chegaram a falência múltipla de órgãos.
  • Destroying angels (Amanita virosa, Amanita bisporigera, Amanita ocreata) possuem amatoxinas; menos de metade de um chapéu pode causar danos graves ao fígado.
  • Gyromitra esculenta, conhecido como cogumelo do cérebro, é extremamente tóxico por giromitrina; seu consumo cru é perigoso, mas pode ser preparado para reduzir parte do veneno, com riscos persistentes.
  • Clitocybe dealbata contém muscarina e pode provocar salivação, suor, vômitos, diarreia e visão embaçada; a intoxicação costuma cessar em horas com antídotos disponíveis.
  • Amanita muscaria (fly agaric) é famoso e psicoativo, mas menos letal que os demais; há relatos históricos de mortes, porém são menos frequentes hoje.

Danos à saúde podem ocorrer após a ingestão de cogumelos venenosos. Especialistas alertam para riscos de confusão entre espécies comestíveis e tóxicas, que podem levar a complicações graves ou fatais. A lista traz sete exemplares amplamente citados em estudos e relatos clínicos recentes.

O consumo acidental é o principal gatilho, especialmente quando cogumelos possuem aparência semelhante a espécies comestíveis. Em alguns casos, a toxicidade se manifesta apenas dias após a ingestão, exigindo diagnóstico rápido e tratamento médico especializado.

Amanita phalloides

Conhecido como chapéu-da-morte, cicuta-verde ou rebenta-bois, é a mostra mais reconhecida de cogumelo venenoso. É nativo da Europa, mas está presente mundialmente, incluindo a América do Sul, possivelmente por importação de madeira. Ingerição pode causar falência de fígado e rins.

Sintomas iniciais incluem náusea, vômitos e diarreia. O estado pode evoluir para falência hepática, exigindo transplante em casos graves. Até 16 dias após a ingestão, a mortalidade pode ocorrer sem tratamento adequado.

Em julho de 2023, quatro pessoas quase morreram em Leongatha, Austrália, após comer bife Wellington supostamente contaminado pelo fungo. Três faleceram; o sobrevivente precisou de transplante. A cozinheira, Erin Patterson, foi acusada de assassinato em 2023 e aguardava julgamento.

Galerina marginata

Este cogumelo pequeno, de cor marrom, é comum em madeira em decomposição, sobretudo em coníferas. Distribui-se por várias regiões, incluindo o Hemisfério Norte e a Austrália. Há relatos de intoxicações fatais por confusão com cogumelos alucinógenos.

Conteúdo de amatoxinas no Galerina marginata provoca danos graves ao fígado e aos rins. Sem atendimento rápido, podem ocorrer falência de órgãos e morte.

Trichoderma cornu-damae

Cogumelo vermelho raro, antes associado ao Japão e à Coreia do Sul. Agora também identificado na Austrália, Indonésia e Papua-Nova-Guiné. Japão registra casos frequentes de envenenamento, com campanhas de conscientização desde os anos 2000.

Casos históricos incluem dor abdominal, vômito, diarreia, perda de cabelo e falência de múltiplos órgãos. Em situações graves, a comunicação entre os sistemas nervoso e motor fica comprometida.

Anjos destruidores

A família Amanita virosa, incluindo Amanita bisporigera e Amanita ocreata, é conhecida pela presença de amatoxinas. Esses compostos tóxicos interrompem o metabolismo celular, afetando fígado e coração. Pequenas porções já podem causar danos graves.

A gravidade varia conforme a porção ingerida, mas até meio chapéu pode trazer riscos significativos. A intoxicação exige tratamento médico imediato para reduzir danos.

Gyromitra esculenta

Chamado popularmente de cogumelo do cérebro, é extremamente tóxico. Contém giromitrina, que afeta o sistema nervoso central e o fígado. Com preparo inadequado, pode ser fatal; cozinhar repetidamente reduz o veneno, mas não elimina o risco.

Na Finlândia, é consumido com avisos e instruções de preparo. Em outras regiões, a prática de cozinhar antes do consumo é comum em pratos locais, aumentando a possibilidade de intoxicação.

Clitocybe dealbata

Cogumelo pequeno, típico de gramados europeus e norte-americanos. Possui muscarina, que provoca salivação, suor, vômitos e diarreia. Em casos graves, pode haver visão embaçada e problemas respiratórios.

A intoxicação costuma diminuir em poucas horas, com antídotos disponíveis. Casos raros de mortalidade existem, geralmente ligados a complicações cardíacas ou respiratórias.

Amanita muscaria

Conhecido como Fly agaric, é icônico e amplamente retratado na cultura popular. Encontrado na América do Norte, Europa e regiões da Ásia. Possui compostos tóxicos e psicoativos.

Mortes associadas ao consumo são incomuns hoje em dia, com relatos históricos pouco confiáveis. A potência e os efeitos variam conforme a preparação e a dose.

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