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Dingos ligados à morte de jovem na Austrália serão sacrificados

Governo de Queensland sacrifica seis dingos na ilha K’gari após morte de jovem, medida criticada por especialistas e comunidades indígenas

Fotografia de dois filhotes de dingo observam de seu novo lar no Nura Diya Australia.
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  • O governo de Queensland abateu seis dingos de uma matilha de dez após a morte de Piper James, de 19 anos, na ilha de K’gari.
  • A autópsia indicou que é improvável que mordidas tenham causado a morte; a decisão ocorreu porque pelo menos um dingo apresentou comportamento agressivo contra alguém que acampava no local.
  • Especialistas e comunidades aborígenes dizem que a medida é irracional e desrespeitosa, e ressaltam que a decisão não recebeu consulta aos povos Butchulla.
  • Andrew Powell, ministro do Meio Ambiente, afirmou que a ação foi tomada em prol da segurança pública, em meio a um histórico de conflitos entre turismo, dinkos e gestão ambiental na ilha.
  • K’gari, com grande fluxo turístico, é protegida por leis especiais; os Butchulla consideram os dingos sagrados, e há debate contínuo sobre como equilibrar conservação, cultura e visitação.

Dingos em K’gari foram sacrificados após a morte de Piper James, de 19 anos, na ilha da Austrália. O governo de Queensland anunciou no dia 25 que abateria 10 dingos da matilha próxima ao local onde o corpo da jovem foi encontrado, próximo ao naufrágio Maheno. A autópsia indicou que as mordidas não seriam a causa provável da morte, mas o comportamento agressivo de ao menos um animal motivou a decisão.

Seis dingos já foram abatidos, conforme reporte oficial. O ministro do Meio Ambiente de Queensland informou que a matilha apresentava risco à segurança pública após incidentes observados durante a tragédia. A medida gerou críticas de especialistas, de comunidades aborígenes e de estudiosos, que a classificaram como desproporcional e desrespeitosa.

Piper James era uma turista canadense que trabalhava por seis semanas em um hostel na ilha, famosa pela co-gestão entre o governo local e o povo Butchulla. Ela foi encontrada no dia 19, e a hipótese anterior aponta para afogamento como a causa mais provável de morte. Mordidas foram registradas principalmente após a morte, segundo informações oficiais.

Contexto da ilha e dos dingos

K’gari é a maior ilha de areia do mundo, com gestão compartilhada entre autoridades e o povo Butchulla, que considera os dingos sagrados. A população de wongari em K’gari é pequena e geneticamente distinta dos dingos do continente, o que eleva riscos de extinção caso ocorram abatimentos significativos.

A ilha recebe grande fluxo turístico, com estimativas variando entre 400 mil e até 1 milhão de visitantes por ano. Relatos de ataques de dingos já aconteceram ao longo dos anos, incluindo situações envolvendo crianças, embora a maior parte do turismo mantenha-se segura.

Historicamente, houve controvérsia sobre medidas de controle remoto de visitantes na ilha. Em 2022 houve pressão local por limites de circulação, mas a gestão mudou com a troca de governo. A decisão de sacrificar a matilha não foi precedida de consulta aos povos indígenas co-gestores.

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