- O iFood iniciou testes de entrega por drones no Brasil, em Aracaju, ligando a capital à Barra dos Coqueiros, com apoio da Speedbird Aero.
- A operação é multimodal: o drone faz a travessia entre um “drone porto” e um ponto seguro, onde um entregador humano conclui a entrega em domicílio.
- A capacidade de carga é de até 5 kg, seguindo regras de aviação civil, com foco em reduzir o tempo de travessia e manter rastreabilidade e integração com o hub de entregadores.
- No exterior, a Wing, do Alphabet, já realiza entregas desde 2019 em vários países; a Zipline atua em diversos continentes, incluindo serviços médicos; a China tem Meituan, JD.com e Alibaba expandindo o uso em cidades como Shenzhen.
- Ainda que não seja viável como negócio amplo no Brasil, os drones devem ganhar espaço em entregas em áreas de difícil acesso, com potencial para acelerar o fornecimento de medicamentos em locais remotos.
O iFood iniciou testes de entregas por drones no Brasil, em uma abordagem de logística multimodal. O voo é apenas parte da operação, com o objetivo de ganhar tempo e previsibilidade em rotas com gargalos, como travessias de rios e áreas de tráfego intenso.
O fluxo começa com a triagem do pedido, considerando peso, embalagem e segurança. Em seguida, o item é encaminhado a um “drone porto”, ponto de decolagem e pouso, onde o drone realiza a travessia. A entrega final fica por conta de um entregador humano.
Essa configuração resolve a limitação de pousar em áreas urbanas densas. Drones operam em linha reta e curtas distâncias; a etapa final é feita por pessoa para assegurar acessibilidade e segurança na entrega.
Contexto global
Fora do Brasil, a Wing, do Alphabet, já realiza entregas de itens leves diretamente a domicílios desde 2014, com atuação comercial desde 2019. Principais mercados: Austrália, EUA, Finlândia e Irlanda, com mais de 750 mil entregas residenciais.
A Zipline, fundada em 2014, tem a maior rede de entregas por drones focada em logística médica. Opera em Ruanda, Gana, Nigéria, Quênia, Costa do Marfim, Japão e EUA, conectando hospitais a centros de distribuição, com dezenas de milhões de quilômetros percorridos.
No Brasil e no Brasil
No Brasil, o iFood reativou operações em Aracaju, ligando a capital à Barra dos Coqueiros, em Sergipe, em parceria com a Speedbird Aero. A capacidade de carga é de até 5 kg, com rotas e equipamentos sujeitos a normas de aviação civil.
O objetivo é reduzir o tempo de travessia, mantendo rastreabilidade e integração com o hub de entregadores. A operação prioriza áreas com maior dificuldade de acesso para veículos tradicionais.
China como laboratório
Na China, restaurantes e varejo utilizam drones em áreas densas. Empresas como Meituan, JD.com e Alibaba fazem entregas para condomínios e pontos de retirada, especialmente em Shenzhen.
Regiões rurais e montanhosas também recebem serviços logísticos com drones, levando sangue, vacinas e medicamentos. A adaptação regulatória envolve certificação, registro e rastreabilidade de aeronaves não tripuladas, com avanço previsto para 2026.
Panorama futuro
Especialistas apontam que drones ainda não representam viabilidade comercial ampla no Brasil, devido à navegabilidade, linhas de transmissão e segurança de voo. Mesmo assim, devem integrar gradualmente rotas de entrega, sobretudo em áreas de difícil acesso.
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