- Mais de setecentos peixes morreram na Lagoa de St Ouen no último agosto, entre eles centenas de enguias europeias, além de bara e escalar.
- A lagoa é a maior fonte de água doce da ilha e está entre os trinta Sítios de Interesse Especial desde dois mil e dezoito.
- O ano de dois mil e vinte e cinco foi seco, com níveis de água mais baixos e a ilha registrando o quarto ano mais quente já.
- O ecologista Henry Glynn aponta que o clima cada vez mais instável e temperaturas elevadas favorecem cianobactérias que consomem oxigênio e matam peixes; há também preocupação com o runoff de pesticidas e fertilizantes de áreas agrícolas próximas.
- O governo informou medidas para monitoramento e manejo dos wetlands, com planos de ampliar habitats, criar lagoas tampão e filtrar poluentes, além de reforçar a vigilância de níveis de água, temperatura e oxigênio durante secas.
O declínio de água em St Ouen’s Pond, em Jersey, elevou a preocupação com mudanças climáticas após a morte de mais de 700 peixes no último verão. Espécies incluem gado-europeu, cegonhas, carpas e tubarões; entre os mais atingidos estavam 300 eels europeus, considerados entre os mais ameaçados na ilha.
A Jersey’s National Trust informou que um verão seco reduziu o nível de água abaixo do normal. O Met Office apontou que 2024 foi o quarto ano mais quente já registrado na ilha, agravando condições de estiolamento do ecossistema local.
O ecologista Henry Glynn explicou que água mais baixa e aquecida favorece a proliferação de cianobactérias, que podem consumir oxigênio ao morrer, deixando o ambiente sem oxigênio para os peixes. A preocupação envolve também a qualidade da água e o manejo de nascentes.
Medidas e próximos passos
O ministro do Meio Ambiente, Steve Luce, informou que as mortes foram causadas por condições excepcionalmente secas e baixos níveis de água, colocando pressão noedêm wetland. Ele afirmou que o governo vai ampliar monitoramento e gestão para tornar os sítios mais resilientes ao clima.
A Jersey’s Environment Department afirmou que trabalhará com órgãos ambientais e proprietários de terras para fortalecer a resiliência ecológica de áreas alagadas. Planos incluem monitoramento de níveis, temperaturas e oxigênio durante períodos secos prolongados.
Glynn destacou a necessidade de criar habitats extras, como lagoas tampão ou áreas de juncos, para filtrar poluentes oriundos de áreas agrícolas vizinhas. A equipe pretende, ainda, atuar em parceria com proprietários e governo.
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