- Tempestades de inverno no sul-oeste da Inglaterra removeram areia e reduziram a altura de praias em até 2 metros, ameaçando propriedades em Torcross e Slapton, em Devon.
- Moradores relatam danos a imóveis, com janelas quebradas e defesas parcialmente resistindo às ondas durante a tempestade Ingrid, ocorrida há cerca de uma semana.
- Pesquisadores da Universidade de Plymouth utilizam kit GPS para monitorar a altura das praias, apontando queda significativa após a tempestade e visando modelar cenários futuros, especialmente com aumento do nível do mar.
- Especialistas destacam uma tendência de erosão na região, com deslocamento de sedimentos da parte oeste para a leste da costa e mais eventos relevantes de tempestades sul-oeste.
- O governo britânico reafirma investimento recorde de £ 10,5 bilhões até 2036 para proteção contra inundações e erosão costeira, com mais de £ 100 milhões destinados a manutenção urgente.
Poucas semanas após a passagem de Storm Ingrid, comunidades da costa sudoeste da Inglaterra registram quedas acentuadas nas praias de Torcross e Slapton, em Devon. As marés fortes removeram areia e cascalho, reduzindo a altura das praias em até 2 metros, o que aumenta a percepção de vulnerabilidade de imóveis próximos ao mar.
Nesta região, o impacto atingiu também infraestrutura costeira, com danos a casas e estabelecimentos na linha de água. Proprietários relatam janelas esmagadas e aberturas danificadas, apesar das defesas existentes terem resistido a grande parte da força da onda.
As avaliações são conduzidas por pesquisadores da Universidade de Plymouth. Usando equipamentos de GPS conectados, eles monitoram a elevação da praia em pontos distribuídos pela faixa litorânea para entender mudanças com o tempo e modelar cenários futuros frente à elevação do nível do mar.
Entre os investigadores, o professor Gerd Masselink destaca que a transformação está alicerçada em uma tendência de deslocamento de sedimentos da região oeste para leste, impulsionada por padrões de ondas mais fortes ao sul. A hipótese é de erosão contínua em praias já propensas a esse movimento.
No âmbito público, o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra) confirma investimento recorde de 10,5 bilhões de libras até 2036 para proteção contra inundações e erosão costeira, beneficiando quase 900 mil imóveis. Parte desses recursos mira manutenções urgentes de defesas.
O que aconteceu
Storm Ingrid provocou tempestades intensas na região, arrancando areia e reduzindo a altura da praia em Torcross e Slapton.
Quem está envolvido
Residentes locais, moradores da região e pesquisadores da Universidade de Plymouth acompanham os impactos e as mudanças na linha de costa.
Quando e onde
O fenômeno ocorreu há algumas semanas, em Devon, sudoeste da Inglaterra, ao longo das praias de Torcross e Slapton.
Por quê
Especialistas apontam como causa a combinação de erosão natural com maior frequência de eventos de ondas do sudoeste, agravada pelo aumento do nível do mar devido às mudanças climáticas.
O que vem a seguir
As equipes acadêmicas continuarão a coletar dados de praia e desenvolver modelos para estimar cenários futuros, orientando decisões sobre adaptação costeira. O Defra manteve o foco em reforçar defesas e apoiar comunidades atingidas.
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