- division, jove baleia da espécie baleia-cetácea-rhum, morreu aos quatro anos, após ficar enredado em linha de pesca desde dezembro; o corpo foi encontrado no final de janeiro, apático e sem possibilidade de recuperação, próximo à costa da Carolina do Norte.
- o animal já apresentava sinais de declínio após os primeiros enredamentos e foi acompanhado por cientistas até sua morte, em 21 de janeiro, com óbito registrado seis dias depois.
- o registro de division inclui 68 avistamentos, 23 fotografias e relatos sobre desgaste de dentes, além de uma imagem dele saltando, quase todo fora d’água.
- nasceu em dezembro de 2021, filha de uma fêmea conhecida como Silt, e já havia passado por três enredamentos anteriores, todos deixando marcas; não chegou a se reproduzir.
- o caso ocorre em meio a uma população de cerca de 380 baleias-cetáceas-norte-atlânticas, com mortes associadas a redes de pesca e colisões, e reforça a discussão sobre equipamentos de pesca que se soltam ou que não utilizam corda, cuja adoção tem avançado lentamente.
Division, baleia-da-marinha do Atlântico Norte, faleceu aos quatro anos de idade. Seu corpo foi encontrado no final de janeiro, à deriva off the coast da Carolina do Norte, parcial e irrecuperável. O estado do tempo impediu qualquer identificação adicional. A causa já era conhecida.
Ele foi avistado pela primeira vez em dezembro, enredado em linha de pesca que prendia a cabeça e a boca. O enredamento provocou ferimentos no orifício nasal e na mandíbula superior. Parte do equipamento foi removido, mas o suficiente permaneceu para retardar o animal, provocar infecção e esgotamento.
Division recebeu o número de catálogo 5217. Seu nome vem das marcas claras na cabeça, com padrões que lembram um símbolo matemático. A partir de fotografias e anotações, foram registradas 68 avistagens, 23 fotos e relatos sobre cáries nos dentes do bonnet. Uma imagem mostra o animal saltando, com grande parte do corpo fora d’água.
Contexto de conservação
NORTH ATLÂNTICO
As baleias pretas do Atlântico Norte não são rápidas e percorrem áreas de intenso movimento de navios. Domesticadas pela caça, tornaram-se vulneráveis a redes de pesca e colisões com embarcações. Aproximadamente 380 indivíduos restam, com cerca de 70 fêmeas reprodutoras.
Taxa de contatos e perspectivas
Desde 1980, cientistas documentaram mais de 1.900 casos de enredamento, envolvendo grande parte da população ao menos uma vez. Marcas e ferimentos persistem por décadas. Muitos não sobrevivem ao primeiro episódio, outros suportam novas lesões que reduzem a chance de vida.
Perspectivas de reprodução
Apesar de sinais de melhora, as novas crias são apenas parte de um quadro difícil. Nesta temporada, pesquisadores identificaram nascimentos de 15 filhotes, incluindo crias de mães pela primeira vez. Contudo, a estimativa de longo prazo aponta que cerca de 50 filhotes por ano seriam necessários para recuperação estável, o que excede expectativas.
Retrato da trajetória de Division
A morte de Division foi a primeira fatalidade confirmada desde maio de 2024. Cientistas ressaltam que o enredamento evidencia risco humano contínuo, principalmente por redes e atividades marítimas. Medidas como equipamentos com liberação e pesca sem cordas estão em debate, mas a adoção tem sido lenta.
O que resta e o que pode mudar
Division nunca se reproduziu nem transmitiu seus genes por meio de filhotes. Sua trajetória, porém, ajuda a destacar a urgência de mudanças estruturais na prática pesqueira e na gestão de tráfego marítimo. Estudos apontam que reduções de risco podem ocorrer com políticas mais rápidas e efetivas.
Registro de ações de resgate
Equipes autorizadas de resposta em campo atuaram para remover o aparato de enredamento de Division em dezembro de 2025, sob licença da NOAA. Avistagens aéreas contribuíram para monitorar o animal até seu falecimento, marcado pela última observação em 27 de janeiro de 2026.
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