- Estudantes de arquitetura do MIT criaram o Kitchen Cosmo, um dispositivo de cozinha que funciona como gerador de receitas alimentado por inteligência artificial, conhecido como objeto de linguagem ampla (LLOs).
- O objetivo é levar a IA para além da tela, com uma interface tátil que permite controlar respostas da IA com parâmetros reais de cozinha, como tempo, porções, preferências dietéticas e até o humor do momento.
- O aparelho usa uma câmera para reconhecer ingredientes e gera receitas considerando temperos comuns; imprime a receita e a guarda em um compartimento, com design que remete ao Honeywell 316 Kitchen Computer de 1969.
- Os estudantes fizeram testes com várias receitas, ajustando a IA para entender gostos humanos e perfis regionais, reconhecendo que nem toda receita é certeira desde o início.
- Futuras melhorias previstas incluem modo para várias pessoas seguirem instruções, uso de ferramentas de cozinha específicas e um “modo de aprendizado” para adaptar dicas ao usuário.
O MIT tem desenvolvido uma nova linha de objetos interativos guiados por inteligência artificial. Em uma disciplina de arquitetura, estudantes exploram como modelos de linguagem podem se tornar interfaces físicas no mundo real. O foco é criar objetos de interação com IA que agem como companheiros práticos, indo além de telas.
A ideia, chamada de Large Language Objects (LLOs), busca que a IA ofereça compreensão contextual em tempo real do ambiente, relações sociais e atividades culinárias. A proposta é integrar inteligência, hardware e design para usos cotidianos.
No âmbito da disciplina 4.043/4.044 (Interaction Intelligence), os alunos projetaram um dispositivo para a cozinha. O desafio é fazer a IA reconhecível, responsiva e útil na preparação de refeições, com capacidade de adaptar-se a diferentes cozinheiros e situações.
O projeto Kitchen Cosmo
Elesnomearam o protótipo Kitchen Cosmo. O objetivo é funcionar como gerador de receitas, levando em conta parâmetros reais de cozinhar, como aquecimento, tempo e temperatura. O hardware foi calibrado para lidar com perfis de sabores regionais e pratos de diversas culturas.
O dispositivo utiliza uma interface tátil que orienta a interação entre usuário e IA. O sistema permite selecionar o tipo de refeição, o nível de habilidade do usuário e o tempo disponível, além de considerar preferências alimentares.
A construção incluiu protótipos em cardboard, modelagem 3D e impressão de peças. O corpo tem cerca de 45 centímetros de altura, com uma tela e uma câmera que identifica ingredientes na bancada para sugerir receitas.
Funcionamento e possíveis desdobramentos
A solução gera receitas impressas por uma impressora térmica integrada, com armazenamento de receitas em uma base própria. A estética remete a um conjunto retrô, em referência ao Honeywell 316 Kitchen Computer de 1969.
Os criadores planejam evoluções como modo de aprendizado, instruções para multiauas, e uso de ferramentas de cozinha específicas, como uma faca, para orientar uso adequado. O objetivo é tornar a IA um recurso de apoio na prática culinária.
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