- Ambientalistas criticam o plano do governo britânico para PFAS como “fraco demais”, afirmando que poderá manter danos por décadas.
- O governo propõe um quadro de ações coordenadas, com consulta sobre um limite legal para PFAS na água potável da Inglaterra, mais monitoramento de estuários e águas costeiras, testes em embalagens de alimento e um site educativo.
- Organizações ambientais dizem que as medidas não acompanham o endurecimento de ações na Europa, onde Dinamarca e França já baniram PFAS em produtos de consumo.
- Especialistas ouvidos questionam se apenas medir concentrações basta, defendendo a necessidade de medir cargas totais de PFAS para identificar maiores poluidores.
- Há consenso entre alguns estudiosos de que PFAS estão presentes em muitos ambientes e podem representar riscos à saúde, reforçando a pressão por medidas mais robustas.
O governo britânico apresentou um plano de atuação contra PFAS, conhecidos como “forever chemicals”, que foi considerado insuficiente por organizações ambientais. O pacote busca entender a origem, a disseminação e a redução da exposição pública e ambiental.
Críticas apontam que a proposta não acompanha o rigor adotado pela Europa, onde alguns PFAS já são banidos por questões de segurança. Estudos indicam que a presença dessas substâncias é generalizada, inclusive em água e fauna britânicas, elevando preocupações sobre riscos de saúde.
O Ministério do Meio Ambiente descreveu o plano como um marco para ações coordenadas e destacou medidas para avançar na compreensão do tema. Entre as ações estão uma consulta sobre um limite legal de PFAS na água potável inglesa e aprimoramento de monitoramento de estuários e águas costeiras.
Medidas propostas
O governo também planeja testar embalagens de alimentos para verificar a presença de PFAS e lançar um site para ampliar a conscientização pública. A iniciativa busca estabelecê-las como parte de regulações mais claras, com maior transparência e acompanhamento.
Organizações ambientais criticam a escala das medidas e comparam-nas a ações de países como Dinamarca e França, que já proibiram PFAS em produtos específicos. Há também pressão para ações mais amplas em nível da União Europeia.
Especialistas divergem sobre o ritmo e a efetividade. Pesquisadores destacam a necessidade de mensurar cargas totais de PFAS, ou seja, a quantidade liberada por indústrias e locais contaminados, para direcionar os esforços de limpeza com maior impacto.
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