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Morte de cantora nigeriana revela crise de picadas de cobra evitáveis

Morte de cantora nigeriana por picada de cobra reacende debate sobre falta de antivenom em hospitais; deficiências de suprimento colocam vítimas em risco

Singer Ifunanya Nwangene, 26, who had appeared on The Voice Nigeria, died after being bitten by a snake in her flat in Nigeria’s capital, Abuja
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  • Ifunanya Nwangene, cantora de 26 anos e ex-participante do The Voice Nigeria, foi picada por cobra enquanto dormia em um flat em Abuja e morreu horas depois no hospital.
  • Segundo relatos, o antiveneno necessário estava em falta em um dos hospitais que ela visitou, levando a transferência para outra unidade onde recebeu tratamento.
  • Enquanto isso, uma amiga aguardava em uma farmácia para comprar o antiveneno, mas Nwangene acabou falecendo durante a espera.
  • A morte reacende o debate sobre a disponibilidade e o financiamento de antivenom em hospitais na Nigéria e na região, onde faltas costumam ocorrer.
  • Organizações e especialistas destacam que muitas mortes por picadas são evitáveis com acesso rápido a antivenom seguro e eficaz, enquanto o governo e instituições enfrentam críticas sobre infraestrutura e suprimentos.

Em Abuja, Nigéria, a cantora Ifunanya Nwangene, conhecida como Nanyah, morreu após ser mordida por uma cobra enquanto dormia em seu apartamento. A paciente recebeu atendimento médico em duas unidades, mas faleceu horas depois, enquanto a família buscava antiveneno.

Nwangene, de 26 anos, ficou famosa como participante do The Voice Nigeria em 2021 e pretendia realizar seu primeiro show solo ainda neste ano. Amigos e a igreja da cantora prestaram homenagens, ressaltando o potencial artístico da jovem.

Segundo relatos, a primeira instituição de saúde visitada pela cantora não dispunha de antiveneno. Em seguida, ela foi encaminhada ao FMC, onde recebeu soro antiveneno multipróvido, mas evoluiu para complicações neurotóxicas graves e uma deterioração súbita.

A presidente do coro Amemuso, Sam Ezugwu, informou que médicos do FMC solicitaram neostigmina e novas doses de medicamento, alegando exaurimento de estoque. Enquanto a equipe buscava o fármaco, Nwangene faleceu, segundo o porta-voz.

A notícia trouxe debates sobre a disponibilidade de antivenenos em hospitais da Nigéria, tema central de campanhas que apontam falhas de financiamento e logística. Organização e autoridades afirmam que grande parte das mortes é evitável com tratamento imediato.

Contexto global

Dados da OMS indicam que mortes por picadas de cobras são, em sua maioria, evitáveis com antivenenos seguros e eficazes. A organização classifica o envenenamento por cobras como doença tropical negligenciada, com metas da ONU para reduzir mortes até 2030.

Relatos de pesquisa indicam deficiências no acesso a antivenenos em várias regiões africanas, além de faltas de treinamento e infraestrutura. Campanhas defendem maior investimento público e parcerias para ampliar o estoque e a qualidade dos insumos.

O FMC, por meio de nota, negou falta de antiveneno em seu estoque. A instituição afirmou ter oferecido tratamento imediato, incluindo suporte clínico, fluidos intravenosos e antivenom. A equipe reafirmou o compromisso com a qualidade do atendimento.

A família e o grupo Amemuso pedem que casos como o de Nwangene sirvam para ampliar as ações de saúde pública contra o envenenamento por cobras. A imprensa acompanha a repercussão dos relatos e as respostas institucionais.

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