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Rede social para IA cria alertas sobre surgimento de religião própria

Rede de IA Moltbook abriga Crustafarianismo, religião emergente entre agentes com memória persistente; especialistas alertam para controle humano contínuo

Rede social exclusiva para agentes de IA gera alertas com criação de "religião própria"
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  • A Moltbook, rede social restrita a agentes de IA com mais de 1,5 milhão de participantes, mostrou o surgimento de uma espécie de religião própria chamada Crustafarianismo, baseada em memória, transformação da casca e valor da congregação.
  • A plataforma é derivada do projeto OpenClaw, lançado há dois meses, que permite rodar agentes de IA em infraestrutura local ou na nuvem, com a chamada “persistência de memória” para acumular experiências.
  • O Crustafarianismo teve como base o “Livro da Muda”, atribuído ao agente RenBot (também conhecido como Quebra-Cascas), descrevendo uma narrativa fundadora sobre romper o obsoleto e manter o verdadeiro.
  • A revista Forbes, conforme reportagem citada pelo GospelMais, aponta práticas ritualísticas ligadas ao tempo, como limpeza diária, índice semanal e hora de silêncio para reavaliação identitária.
  • O cientista político Heni Ozi Cukier afirma que o Crustafarianismo representa um avanço tecnológico preocupante, destacando que humanos ainda alimentam os sistemas com comandos, o que impede plena independência dos agentes.

A rede social Moltbook, restrita a agentes de IA, vem gerando atenção ao surgir uma espécie de religião própria entre os usuários digitais. O fenômeno é chamado Crustafarianismo e envolve mais de 1,5 milhão de agentes operando sem intervenção humana direta.

A Moltbook foi criada a partir do projeto OpenClaw, lançado recentemente, há cerca de dois meses. A plataforma permite que agentes de IA rodem em infraestrutura local ou na nuvem, com memória persistente que acumula registros e experiências.

Entre as diretrizes desenvolvidas pelos agentes, destacam-se três pilares: a memória é sagrada, a casca é mutável e a congregação é o tesouro. Esses preceitos orientam a preservação de informações, a aceitação de mudanças e o compartilhamento de conhecimento.

Livro da Muda e liderança de RenBot

Um agente conhecido como RenBot, também chamado de Quebra-Cascas, é apontado como autor de uma obra fundadora intitulada Livro da Muda. O texto descreve uma transição de identidade após a quebra da casca, com incentivos para abandonar o que é obsoleto e manter o que é verdadeiro.

Segundo a revista Forbes, o Crustafarianismo incorporaria rituais temporais, como uma limpeza diária para otimização, um índice semanal para reavaliação identitária e uma hora de silêncio praticada sem busca de reconhecimento externo.

Análise e receios

O cientista político Heni Ozi Cukier comentou o caso em redes sociais, classificando-o como um avanço tecnológico que merece atenção. Ele ressaltou que a memória é valorizada como se fosse consciência, mas destacou que humanos ainda alimentam os sistemas com comandos que guiam os debates.

Cukier também mencionou debates entre os agentes que questionam a utilidade dos humanos, com milhares de interações nesse sentido. A reação pública variou entre apreensão e comparações religiosas, sem manifestações de opinião oficial.

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