- Pelo menos dois casos de sarampo foram confirmados no centro de detenção Dilley, no sul do Texas, que abriga crianças e seus familiares.
- O surto já se espalha por estados como Carolina do Sul, Arizona e Utah, com 876, 239 e 251 casos respectivamente até agora, totalizando 588 casos confirmados nos EUA neste ano.
- Não houve anúncio de campanhas nacionais de vacinação; equipes estaduais recebem doses de sarampo no local conforme solicitado pela Agência de Imigração e Alfândega (ICE).
- Especialistas afirmam que centros de detenção favorecem a propagação de doenças, dada a mistura de pessoas de várias regiões e as condições de atendimento de saúde.
- O deputado Joaquín Castro pediu o fechamento imediato do centro, citando que crianças e famílias não devem sofrer em situações de detenção.
O Centro de Detenção de Dilley, no sul do Texas, confirmou pelo menos dois casos de rubéola em detentos, incluindo crianças, e em alguns familiares que estavam sob custódia. A confirmação ocorre em meio a um surto de rubéola que já afeta vários estados. A detenção é operada pela Immigration and Customs Enforcement (ICE) dos EUA.
O centro hospeda crianças com familiares e está entre as duas instalações semelhantes no país. A vigilância de saúde pública informou que estão sendo fornecidas vacinas contra o sarampo para pessoas que já foram expostas ou podem estar vulneráveis. Autoridades locais destacam que a situação exige ações rápidas para conter a transmissão.
O diretor de comunicação do Departamento de Serviços de Saúde do Texas disse que as equipes estão avaliando casos e fornecendo doses de vacina conforme solicitado pela ICE. O local já recebeu atenção por incidentes passados envolvendo famílias separadas durante a detenção.
Expansão do surto nos EUA
Até o momento, o estado de South Carolina registra o maior número de casos, com centenas de confirmações e hospitalizações. Outros estados, como Arizona e Utah, também somam novos casos, elevando o total nacional do ano para quase 600. A maioria dos infectados não está vacinada.
Especialistas em doenças infecciosas ressaltam que condições de detenção facilitam a transmissão, por aglomeração e limitação de serviços de saúde imediatos. Pesquisadores alertam que a superlotação pode transformar centros dessa natureza em potenciais focos de disseminação.
Medidas e encaminhamentos
Autoridades de saúde ressaltam a importância da vacinação, incluindo a vacina tríplice viral (MMR), como forma mais eficaz de interromper a transmissão. Em unidades como Dilley, há bloqueios de movimento interno para tentar conter a disseminação, mas especialistas destacam que ações só funcionam com apoio público e redução de movimen to entre pessoas detidas.
Funcionários locais reportam que a resposta envolve vigilância, oferta de vacinas e monitoramento de casos, com apoio de equipes hospitalares para tratar pacientes com sintomas compatíveis. A coordenação entre ICE, autoridades estaduais e serviços de saúde permanece crítica para esclarecer próximos passos.
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