- Rebecca Lawler, 38 anos, candidata a astronauta da NASA, integra a primeira turma da agência com maioria feminina.
- Ela está em Houston, em treinamento de dois anos, preparando-se para realizar EVAs (atividades fora da nave) em órbita.
- A rotina inclui condicionamento físico, aulas de russo e de sistemas, além de treinamento com ferramentas de EVA e voos no avião T-38.
- Sua carreira inclui passagem pela Marinha como piloto de teste, atuação na NOAA como “caçadora de furacões” e trabalho na United Airlines, com três tentativas anteriores na seleção da NASA.
- A turma de 2025 tem seis mulheres entre dez candidatos, destacando maior representatividade feminina na seleção.
Rebecca Lawler, candidata a astronauta da NASA, intensifica o treinamento após a divulgação da nova turma, que pela primeira vez tem maioria feminina. Em Houston, ela descreve a rotina como desafiadora e diferente de tudo o que já viveu.
A candidata, 38 anos, está na fase de preparação para EVAs, atividades fora da espaçonave em órbita. O treino inclui vestir o traje, realizar exercícios na piscina e trabalhar com a equipe para manutenções e possíveis resgates.
Na agenda diária, o condicionamento físico aparece cedo, seguido por aulas de russo e de sistemas. À tarde, Lawler pilota o T-38, avião de treinamento supersônico, com acrobacias e gestão de recursos da tripulação.
A rotina também reserva tempo para a família. Entre compromissos, ela se reúne com mentorias no “escritório dos astronautas” e comenta a diversidade da turma, que reúne 6 mulheres entre 10 candidatos.
Trajetória até a NASA
Lawler é ex-piloto militar e levou a carreira para além do chão ao atuar como “caçadora de furacões” na NOAA. Formou-se na US Naval Academy em 2009 e na Escola de Pilotos de Teste da Marinha, em 2016.
A passagem pela NASA começou quando um astronauta orientou a turma sobre a profissão, acendendo o interesse pela engenharia de sistemas espaciais. Em 2018, concluiu mestrado na Johns Hopkins.
Após deixar a Marinha, atuou na NOAA antes de trabalhar na United Airlines como piloto de testes. Em 2023-2024, voltou a tentar a vaga na NASA e, após um ano de processo seletivo, foi aceita para integrar a equipe.
A experiência de Lawler reforça a representatividade feminina no programa atual. A candidata, que cresceu em Little Elm, Texas, ressalta a importância de persistir na paixão pela aviação e pela ciência para abrir portas no espaço.
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