- Um estudo mostra que apresentar ações ambientais de forma positiva, em vez de apenas reduzir comportamentos, aumenta a probabilidade de adoção e a felicidade ao praticá-las.
- Foram 15 ações avaliadas junto de 779 pessoas, com metade recebendo framing “faça mais o bem” (ex.: aumentar o uso de produtos reutilizáveis duráveis) e a outra metade, “faça menos o mal” (ex.: reduzir o uso de itens descartáveis).
- Em ambos os levantamentos, o framing positivo levou mais pessoas a dizerem que tomariam as ações e a esperarem mais satisfação ao realizá-las.
- A exceção ocorreu com reduzir a direção de carro: o framing positivo não gerou mais entusiasmo, possivelmente porque as pessoas não gostam de dirigir.
- A pesquisadora enfatiza que indicar opções claras e viáveis facilita o engajamento, em vez de apenas apontar o que cortar.
A pesquisa avaliou como a forma de apresentar ações ambientais pode influenciar a probabilidade de as pessoas agirem. O estudo sugere que framing positivo aumenta o engajamento e a satisfação esperada com as ações.
Jade Radke, pesquisadora da University of British Columbia, conduziu as entrevistas. Ela afirmou que ações como comer mais plantas e usar transporte ativo podem elevar a felicidade associada às mudanças de comportamento.
Numa primeira rodada, 779 participantes responderam a 15 ações com framing positivo ou negativo. Em seguida, 770 participaram da repetição, avaliando a provável adoção das ações e a alegria esperada.
Como a framing afeta as decisões
Os resultados mostram que o framing “faça mais bem” gerou maior intenção de ação do que o framing “faça menos mal”. A mesma tendência apareceu na avaliação de felicidade projetada.
Com exceção da condução, o estudo aponta que indicar o que as pessoas podem fazer, em vez do que não devem fazer, aumenta a probabilidade de adoção das ações.
Radke explicou que muitas pessoas ficam sobrecarregadas com restrições. Oferecer alternativas claras facilita a participação, sem reduzir o bem-estar.
O estudo sugere ainda que propostas práticas podem tornar o consumo consciente compatível com a melhoria da qualidade de vida, ao invés de exigir apenas sacrifícios.
Observação: a pesquisa utilizou questionários online com escala de 11 pontos para medir disposição e satisfação esperada. Os resultados foram consistentes entre as duas rodadas.
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