- Quase um quarto das sopas à venda em supermercados do Reino Unido têm sal acima do alvo voluntário do governo, conforme estudo que analisou cerca de 481 sopas enlatadas ou refrigeradas.
- Do total, 48% das sopas de marca e 6% das sopas de marca própria superaram o alvo de sal de zero vírgula seis gramas por porção de 100 gramas.
- A sopa com mais sal foi Soup Head’s Tom Yum, com 3,03 g em uma embalagem de 300 g, mais que a cota diária recomendada para um adulto.
- Outros exemplos de alto teor salino incluem Daylesford Organic minestrone (1 g por 100 g) e Baxters Cullen Skink (0,95 g por 100 g).
- Em contraste, todas as sopas testadas de supermercados como Tesco, Sainsbury’s, Morrisons, Waitrose, Co-op, Lidl e Covent Garden ficaram iguais ou abaixo do alvo governamental.
Nos supermercados do Reino Unido, quase um quarto das sopas vendidas apresenta teor de sal acima do alvo voluntário definido pelo governo. A conclusão vem de uma análise de 481 sopas enlatadas e refrigeradas, conduzida pela organização Action on Salt and Sugar (AoSS). O estudo aponta que 23% dos produtos testados excedem o teto recomendado.
Entre as sopas de marcas, 48% ficaram acima do alvo no portfólio de marcas, enquanto 6% das opções de marca própria das redes também excederam o limite de 0,59 g de sal por 100 g porção. O conteúdo de sal mais alto identificado foi o Tom Yum da Soup Head, com 3,03 g em um pacote de 300 g, mais da metade da cota diária de sal para um adulto.
Resultados adicionais indicam que algumas linhas são mais problemáticas que outras. O sal alto foi observado em diversas marcas, incluindo Daylesford Organic e Baxters, com variações que chegam a quase 1 g de sal por 100 g em alguns produtos. Em contraste, todos os sopas avaliadas de redes como Tesco, Sainsbury’s, Morrisons, Waitrose, Co-op, Lidl e Covent Garden ficaram dentro ou abaixo do alvo governamental.
A análise também revela impactos de rotulagem. Sob as diretrizes de rotulagem frontal, estimativas apontam que uma em seis sopas entraria na faixa vermelha de alto teor de sal, enquanto apenas 11 itens seriam rotulados como verde. A AoSS destaca que o cumprimento desigual ocorre em uma parte relevante do mercado.
AoSS aponta implicações para saúde pública. O alto consumo de sal está associado a maior risco de hipertensão, o que eleva o risco de infarto e derrame, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Reino Unido, a ingestão média de sal pela população é superior ao recomendado, o que intensifica a necessidade de revisão regulatória.
Respostas oficiais e posicionamentos
O Departamento de Saúde e Cuidados Sociais do Reino Unido afirma estar implementando um sistema de pontuação de nutrientes que inclui sal e que medidas de publicidade de alimentos menos saudáveis devem seguir, além de exigir relatório obrigatório sobre vendas de alimentos saudáveis. A proposta visa influenciar a composição dos produtos sem prejudicar a disponibilidade ao consumidor.
Especialistas destacam que a redução de sal pode ocorrer de forma rápida e de custo moderado, ainda que muitos ingredientes com sal já estejam incorporados antes da compra. Entidades de saúde enfatizam que mudanças no setor precisam ser acompanhadas de accountability para que opções mais saudáveis se tornem a norma, não a exceção.
Reações de representantes de fabricantes
Os fabricantes respondem destacando esforços de reformulação contínua. A Soup Head disse que busca reduzir o sal e melhorar o perfil nutricional em toda a linha. A Heinz ressalta que tem reduzido o sal desde os anos 1980 e reconhece que há trabalho a ser feito para equilibrar sabor, qualidade e sal. A Daylesford Organic reconhece um erro de rotulagem e afirma que a concentração real de sal é menor do que a informação informada, com retrabalho de embalagens em curso. Baxters e Mr Organic também enfatizam ações para reduzir o sal sem comprometer a qualidade.
Contexto adicional
O estudo reforça a necessidade de monitoramento contínuo do conteúdo de sal em alimentos processados, com foco em informações claras ao consumidor. A AoSS aponta a importância de incentivos regulatórios mais fortes para incentivar reformulação ampla e assegurar que opções mais saudáveis se tornem padrão de mercado. O tema permanece como pauta de saúde pública e alimentação no Reino Unido.
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