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Empregadores britânicos adotam colmeias para bem-estar no trabalho

Empresas britânicas instalam colmeias em unidades corporativas para promover bem-estar mental e senso de comunidade, com atenção à biodiversidade

People in protective clothing look on as another demonstrates how a beehive works
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  • Empresas britânicas estão instalando colmeias em tetos, pátios e estacionamentos para melhorar bem‑estar mental, promover senso de comunidade e conectar funcionários à natureza, em cidades como Manchester e Milton Keynes.
  • A demanda tem aumentado com provedores como Buckley’s Bees e BeesMax oferecendo workshops, observação das colmeias por câmeras e até transmissões ao vivo nos espaços de pausa.
  • Exemplos incluem Park House, em Oxford Street, onde há uma “rainha” chamada Philippa, e clientes nacionais e internacionais atendidos pela Buckley’s Bees.
  • Há preocupações ambientais: ecologistas alertam para possível impacto na biodiversidade local e risco de greenwashing em locais com alta densidade de colmeias.
  • A motivação central é melhorar a saúde mental e o equilíbrio entre trabalho e vida, oferecendo uma experiência compartilhada que aproxima equipes e reduz o tempo em telas.

Em empresas do Reino Unido, espaços externos de escritórios passaram a abrigar colmeias instaladas por apicultores profissionais. A prática vem ganhando força para promover bem-estar mental, senso de comunidade e reconexão com a natureza, especialmente diante do trabalho híbrido e do burnout.

Em Manchester, Milton Keynes e outras cidades, hives são colocadas em telhados, pátios e estacionamentos. Empresas costumam combinar workshops de apicultura com monitoramento das colmeias, buscando reduzir o estresse e estimular a convivência entre equipes.

O movimento tem o apoio de profissionais como Chris Payne, da Green Folk Recruitment, que aponta a ideia de uma organização inspirada no modelo de colmeia, com metas comuns, tomada descentralizada e comunicação aberta. A prática é apresentada como método de gestão.

Buckley’s Bees, em Crewe, atua como parceira de empresas ao oferecer treinamentos, montagem de colmeias e até câmeras que permitem observar as abelhas dos espaços de trabalho. A empresa já atende milhares de clientes no Reino Unido e no exterior.

BeesMax Ltd, de Mark Gale, gerencia colônias em locais como o QEII Centre, Codemasters e redes hoteleiras, ampliando a oferta com novos profissionais conforme a demanda cresce. A empresa ressalta a experiência como calmante e de fortalecimento de vínculos.

Os responsáveis pela iniciativa destacam benefícios além do entretenimento, como melhoria da saúde mental, fortalecimento de equipes e demonstração de compromisso ambiental para clientes e funcionários. A prática também inspira curiosidade sobre a natureza no dia a dia corporativo.

Por outro lado, especialistas em ecologia alertam para impactos na biodiversidade, especialmente em áreas com espaço verde limitado. Observam que grandes empréstimos de colônias podem competir com abelhas nativas por alimento, exigindo planejamento cuidadoso.

Empresas — entre elas Park House, em Londres, e Hive5 Manchester — relatam que as abelhas criam uma história compartilhada e um sentimento de responsabilidade entre equipes. Alguns locais chegaram a tornar a prática um símbolo interno de cultura organizacional.

Apesar do crescimento, organizações do setor enfatizam a necessidade de equilibrar interesse comercial com preservação ambiental. O objetivo é evitar estratégias de greenwashing e garantir que a prática beneficie ecossistemas locais.

Tendência e impactos

A adoção de apiários corporativos surge como resposta a dois estímulos atuais: bem-estar no trabalho e a necessidade de ações verificáveis em defesa do meio ambiente. Profissionais do setor destacam o apelo educativo e de redução de dependência de telas.

Desafios e governança

Especialistas ressaltam a importância de selecionar locais com restrições adequadas de espaço e de monitorar impactos sobre espécies silvestres. Empresas costumam evitar áreas com grande densidade de apicultores para não prejudicar a fauna local.

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