- Gerard C. Boere, conservationista e designer das flyways, morreu em 6 de janeiro, aos 83 anos.
- Foi central para transformar a ideia de rotas migratórias em prática, articulando cooperação entre países para proteger aves aquáticas migratórias.
- Contribuiu para a criação do Acordo sobre a Conservação de Aves Aquáticas Migratórias da África Eurasiana (AEWA), iniciado em 1995 e em vigor desde 1999.
- Liderou projetos como Wings Over Wetlands e a Iniciativa Flyway da Wadden Sea, além de organizar a conferência Waterbirds Around the World em 2004.
- Também ajudou a fortalecer Wetlands International, documentou a criação do AEWA e mostrou, com exemplos, que acordos só funcionam se mudarem ações no terreno.
O conservationista Gerard C. Boere morreu em 6 de janeiro, aos 83 anos. Sua atuação ajudou a transformar a ideia de proteção de migrantes em prática institucional global.
Boere foi central na criação do conceito de flyways, conectando wetlands do Ártico à África Austral em um sistema único e vulnerável. Seu trabalho uniu ciência e cooperação entre países.
Formado em zoogeografia e paleontologia, iniciou com estudos de oquestraras árticas e a região do Wadden Sea, expandindo depois para além dessas áreas.
Nos anos 80 e 90, reconheceu a oportunidade de legalizar a proteção por meio da Convenção sobre Espécies Migratórias. Contribuiu para a AEWA, concluída em Haia em 1995 e em vigor desde 1999.
Boere reuniu esforços para transformar tratados em ações concretas. Dirigiu o secretariado interino da AEWA, assessorou governos e manteve o compromisso de que acordos sirvam para mudanças no campo.
Projetos como Wings Over Wetlands e a iniciativa Wadden Sea Flyway ilustram sua crença: tratados existem para gerar impactos reais. Também apoiou redes de conservação em estados pós-soviéticos.
Ele documentou a criação da AEWA em detalhes, mostrando a fragilidade de acordos ambientais e o trabalho necessário para mantê-los vivos. Em 2004, a Waterbirds Around the World reuniu especialistas e consolidou o Flyway como prática.
Boere tinha aves favoritas, como o dunlin, mas valorizava a racionalidade na migração. A visão dele era clara: cooperação internacional é complexa, mas indispensável para a conservação.
Ao longo da vida, ele permaneceu atuante para tornar a ciência útil, a cooperação real e as políticas públicas alinhadas com a proteção das aves migratórias.
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