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Rhett Butler da Mongabay sobre construir uma redação global com impacto local

Fundador da Mongabay explica a virada para ONG, expansão de jornalistas locais e o foco em impacto real para a conservação

Rhett Butler in the Singapore Botanic Gardens in 2023. Image courtesy of Alyson Blume.
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  • Rhett Butler fundou Mongabay em 1999, para compartilhar informações sobre florestas, começando com um site feito à mão e sem estratégia definida.
  • Em 2012, a Mongabay tornou-se organização sem fins lucrativos para priorizar impacto em vez de cliques, expandindo para Indonésia, América Latina, Índia e além, com mais de mil jornalistas em cerca de 85 países.
  • A rede atual se sustenta por meio de programas de reportagem de base e de bolsas remuneradas que ajudam jornalistas de regiões ricas em biodiversidade a contar suas próprias histórias com autonomia e rigor.
  • A missão continua sendo oferecer jornalismo independente e baseado em evidências que informa decisões e reforça a responsabilização, mostrando crises e soluções.
  • Olhando adiante, Butler destaca o grande potencial ainda existente para ampliar o impacto local por meio do jornalismo de campo.

Mongabay, braço jornalístico com foco ambiental, ganhou forma em 1999, quando Rhett Butler, recém-formado, decidiu compartilhar informações sobre florestas que via desaparecer. O site começou sem estratégia definida, apenas com vontade de tornar dados credíveis acessíveis.

Recentemente, Butler conversou com Alejandro Prescott-Cornejo, cargo: gerente sênior de marketing, para discutir a trajetória e os planos futuros da organização. A entrevista enfatizou o impacto concreto da cobertura jornalística na proteção de ecossistemas.

O que aconteceu: em vez de depender de anúncios, a Mongabay migrou, em 2012, para um modelo sem fins lucrativos. A mudança visou premiar o impacto em vez de cliques, abrindo caminho para a expansão internacional.

Quem está envolvido: a rede inclui mais de mil jornalistas em cerca de 85 países, muitos enraizados nas comunidades que cobrem. A experiência local confere à Mongabay uma profundidade pouco comum no espaço midiático.

Quando ocorreu a transformação: já no início da década passada, com o objetivo de sustentar reportagens independentes e baseadas em evidências, fortalecendo a responsabilidade na cobertura ambiental.

Onde a atuação se espalha: após o lançamento de Mongabay Indonesia, a organização tornou-se presente também na América Latina, na Índia e em outras regiões, ampliando o alcance de suas reportagens.

Como funciona: a rede trabalha com uma estrutura de reportagem de frontline que é confiável em diferentes níveis. Um ponto central é o programa de bolsas remuneradas para jornalistas de áreas ricas em biodiversidade.

Por quê: a organização busca fortalecer capacidades locais para que as próprias comunidades possam narrar suas histórias com autonomia e rigor, mantendo o foco em soluções e avanços reais.

O que muda no dia a dia: a liderança privilegia apoio a equipes, não hierarquia rígida, fortalecendo o trabalho conjunto. O objetivo é manter a independência e a qualidade informativa.

Como queda de barreiras: o museu de iniciativas da Mongabay, segundo Butler, está em consolidar sistemas que permitam reportagens de impacto, verificáveis e que acompanhem políticas públicas e concessões.

Como fica o futuro: a missão permanece inalterada: oferecer jornalismo independente, baseado em evidências, que informe decisões e aumente a accountability. O olhar está voltado para o potencial não explorado.

Perspectivas para o newsroom global

O foco futuro é ampliar a presença local com impacto mensurável, mantendo a integridade editorial e o alcance em comunidades diversas. A organização espera ampliar parcerias e fortalecer redes de jornalistas.

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