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Novas tecnologias fortalecem a luta global contra o tráfico de animais silvestres

Tecnologias como IA e DNA portátil fortalecem a fiscalização contra o tráfico de animais silvestres, com triagens em portos e monitoramento online

Fotografia de jovem macaco dentro de uma gaiola de madeira.
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  • Em fim de 2025, a Interpol coordenou uma operação global contra o tráfico de animais silvestres em 134 países, com apreensão de cerca de 30 mil animais vivos e identificação de aproximadamente 1.100 suspeitos para investigação. No Brasil, foram identificados 145 suspeitos e resgatados mais de 200 animais, incluindo a desarticulação de uma quadrilha internacional de micos-leões-dourados.
  • O tráfico de animais silvestres é uma das atividades ilegais mais lucrativas do mundo, com ganhos estimados entre US$ 7 bilhões e US$ 23 bilhões por ano, segundo o Global Environment Facility.
  • Tecnologias emergentes, como inteligência artificial, DNA portátil e scanners para madeira, estão sendo usadas para melhorar a triagem de cargas, identificação de espécies e verificação de materiais, ajudando a fiscalização.
  • Ferramentas digitais conectam monitoramento online, referência jurídica e investigações no mundo real, com uso de IA para identificar espécies em remessas e kits portáteis que detectam várias espécies em minutos.
  • Além disso, dados de comércio online e documentação de remessas são analisados para detectar sinais de tráfico antes de embarques, buscando reduzir remessas com descrições vagas, linguagem codificada ou rotas complexas.

No fim de 2025, a Interpol coordenou uma operação global contra o tráfico de animais silvestres em 134 países. Foram apreendidos cerca de 30 mil animais vivos e itens ilegais de madeira e plantas, com cerca de 1.100 suspeitos identificados para investigação pelas polícias nacionais. No Brasil, 145 suspeitos foram registrados e mais de 200 animais silvestres resgatados, além do desmantelamento de uma quadrilha internacional de micos-leões-dourados.

A operação mostra o papel estratégico da tecnologia na luta contra o crime. Ferramentas digitais e analíticas conectam monitoramento online, referências jurídicas e investigações no mundo real, ampliando o alcance das ações de fiscalização. O objetivo é tornar a fiscalização mais proativa e coordenada.

IA e inspeção de cargas

Atriagem de cargas usa raio-X avançado em conjunto com software que aponta anomalias em embalagens, ajudando inspetores a decidir quais pacotes merecem inspeção mais detalhada. Em portos, testes mostraram a presença de animais escondidos em diferentes tipos de remessas.

Identificação de espécies com IA

Programas apoiados pela comunidade científica ajudam a identificar espécies a partir de amostras ou descrições. Interfaces de chatbot permitem descrever o que foi encontrado, facilitando distinção entre espécies protegidas com regimes legais diferentes.

DNA portátil e identificação de madeira

Kits portáteis de DNA prometem detectar até cinco espécies em 20 a 30 minutos, sem laboratório. Scanners portáteis analisam a estrutura celular de madeiras para distinguir espécies protegidas de outras utilizadas legalmente, especialmente em regiões com desmatamento ilegal.

Monitoramento online e legislação

O comércio online envolve descrições vagas, linguagem codificada e imagens que dificultam a identificação. Organizações como o World Wildlife Fund colaboram com tecnologia para bloquear anúncios de espécies protegidas. Ferramentas legais ajudam a compilar leis de exportação e trânsito entre países.

Embora as tecnologias aumentem a eficiência, especialistas ressaltam que a atuação humana continua essencial. Os dispositivos ajudam apriorizar remessas e locais de fiscalização, além de facilitar o compartilhamento de informações entre nações. Não há solução única; a combinação entre tecnologia e atuação policial busca reduzir a capacidade das redes criminosas de operar.

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