- A Amazon lançou a constelação Leo, a partir de Kourou, marcando a entrada da empresa no mercado de satélites e rompendo o monopoly de Elon Musk com a Starlink.
- O projeto busca ampliar internet rápida para mais de 2,5 bilhões de usuários, com a primeira leva de dispositivos Leo já no espaço e previsão de até 3.226 unidades até o fim da década.
- A corrida espacial envolve cerca de dez mil satélites ativos hoje, com SpaceX controlando a maior parte e a China acelerando com planos de dezenas de milhares de unidades.
- Estimativas indicam entre meio milhão e um milhão de satélites no céu até 2030, o que pode saturar a órbita baixa e ampliar riscos de detritos e impactos nas observações astronômicas.
- Ainda não há definição sobre o preço do serviço da Leo; a Amazon indicou que haverá ajuste conforme mercado local, mantendo-se como referência o preço da Starlink.
Amazon lançou nesta quinta-feira a constelação Leo, de sua empresa Blue Origin, a partir de Kourou, na Guiana Francesa. O lançamento, operado pela Arianespace, marca a entrada da gigante de e-commerce no mercado de satélites de órbita baixa. A iniciativa visa levar internet rápida e barata a mais de 2,5 bilhões de usuários.
A missão envolve a implantação de dispositivos Leo, com receptores de 18 cm, 28 cm e 76 cm, que recebem dados dos satélites. Pelos planos, a produção já começou há três anos e a meta é chegar a 3.226 unidades até o final da década. O objetivo é ampliar conectividade em áreas isoladas.
A iniciativa ocorre num momento em que há preocupação com a saturação orbital e o aumento de lixo espacial. Dados apontam que cerca de 16 mil satélites orbitam a Terra, com 13 mil ativos. Starlink, da SpaceX, mantém o maior conjunto, enquanto a China planeja dezenas de milhares de aparelhos.
Contexto e impactos
Especialistas alertam para o risco de colisões e para a dificuldade de observação astronômica devido à densidade de objetos. Observatórios e agências estimam que o céu ficará mais congestionado se novas constelações ganharem escala. A ESA aponta que partes da órbita caem diariamente.
Competição e implicações
Musk e Bezos ampliam a disputa espacial, cada um com ambições além da conectividade: serem os responsáveis por retornar à Lua. A UE investiga a independência de comunicações por satélite com o programa IRIS² para reduzir dependência de operadoras estrangeiras.
Custos e modelos de acesso
Lisa Scalope, diretora de consumo da Leo, participou do lançamento e não revelou a política de preços. Ela indicou que o custo por serviço será ajustado às condições locais, semfixar valores fixos. A referência de mercado continua sendo a Starlink, com tarifas entre 40 e 120 dólares mensais conforme o fluxo de dados.
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