- Alertas de desmatamento na Amazônia Legal caíram 35%, chegando a 1.324 km² entre agosto de 2025 e janeiro deste ano, ante 2.050 km² no período anterior.
- No Cerrado, os alertas somaram 1.905 km², queda de 6% em relação ao mesmo intervalo (2.025 km²).
- Pantanal teve aumento de 45,5% nos alertas, de 202 km² para 294 km², no mesmo período.
- O fortalecimento da fiscalização aparece como principal fator: Ibama aumentou 59% as ações em comparação a 2022; operações do ICMBio subiram 24%.
- Ministra Marina Silva destacou uso de dados científicos e afirmou que desmatamento caiu sem frear o crescimento do agronegócio, mantendo foco em políticas públicas eficazes.
As áreas com alertas de desmatamento caíram na Amazônia Legal e no Cerrado entre agosto de 2025 e janeiro deste ano, segundo o Sistema Deter do Inpe. O recuo é atribuído ao fortalecimento das ações de controle, segundo o Ministério do Meio Ambiente.
Na Amazônia, os alertas somaram 1.324 km², queda de 35% ante o período anterior, que registrou 2.050 km². No Cerrado, os alertas somaram 1.905 km², frente a 2.025 km², uma redução de 6%.
Os dados foram divulgados na quinta-feira, 12, após a 6ª reunião da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento, no Palácio do Planalto. O colegiado reúne 19 ministérios, sob a presidência da Casa Civil.
Na comparação entre Prodes (medição anual) e Deter, observa-se recuo maior no desmatamento. O Prodes aponta 50% de redução na Amazônia e 32,3% no Cerrado entre 2022 e 2025.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que a tendência de queda depende da continuidade de políticas públicas baseadas em dados científicos. Ela citou avanços como abertura de 500 novos mercados para a agricultura brasileira.
Ela ressaltou ainda que o desempenho ambiental não freou o crescimento econômico, citando queda de desmatamento e crescimento do agronegócio, além de acordos internacionais relevantes.
Fiscalização
O Ministério do Meio Ambiente aponta o fortalecimento da fiscalização como fator central para a redução. Em comparação com 2022, as ações do Ibama cresceram 59%.
As operações do ICMBio subiram 24%, áreas embargadas tiveram alta de 51% (Ibama) e 44% (ICMBio). O total de operações na Amazônia quase dobrou, de 932 para 1.754.
Houveram aumentos relevantes nas apreensões de minérios (170%) e de madeira (65%), refletindo maior atuação de fiscalização ambiental na região.
Panorama por bioma
No Pantanal, houve alta de alertas de desmatamento de 45,5% entre agosto de 2025 e janeiro deste ano, de 202 km² para 294 km². Em comparação com 2023 a 2024, houve queda de 65,2%.
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