- A sonda Juno, da Nasa, aponta que o diâmetro de Júpiter é 16 km menor em média do que se pensava.
- O raio médio fica 8 km abaixo do estimado; no equador são 4 km a menos e nos polos 12 km a menos, indicando maior achatamento.
- As novas medições foram feitas a partir de análises de sinais de rádio que passam pela atmosfera do planeta, ajustadas pela atuação dos ventos intensos.
- O estudo, publicado na Nature Astronomy, permite cálculos mais precisos sobre gravidade e composição do gigante.
- Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, um gigante gasoso com núcleo rochoso, formado há cerca de 4,6 bilhões de anos.
O tamanho de Júpiter ganhou uma atualização. Dados recentes da sonda Juno, em órbita ao gigante gasoso desde 2016, permitiram recalcular seu diâmetro com maior precisão. O resultado mostra que o raio médio é 8 km menor que o estimado anteriormente.
A equipe de pesquisadores usou o comportamento das ondas de rádio emitidas pela Juno ao atravessar a atmosfera do planeta. Ao observar mudanças na rota e na velocidade dessas ondas, foi possível estimar a densidade global de Júpiter.
O estudo, publicado na revista Nature Astronomy, aponta que o raio no equador é 4 km menor, enquanto nos polos chega a 12 km a menos. A redução é mais acentuada nos polos, indicando maior achatamento do planeta.
Como foi feito o recalculo
A análise levou em conta as fortes correntes de vento na atmosfera de Júpiter e a forma como essas massas de ar afetam o caminho das ondas de rádio. O método integra dados da sonda com modelos internos do planeta.
Implicações do ajuste
Embora a diferença seja pequena para um mundo tão grande, o novo tamanho melhora cálculos de gravidade e composição de Júpiter. O estudo traz novas bases para entender a estrutura interna do gigante gasoso.
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